segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

SAG - Premiados


E nesta última noite ocorreu a premiação do SAG (Screen Actors Guild), o sindicato de atores de cinema e televisão dos EUA. Em sua 15ª edição, tivemos algumas surpresas que trazem novas perspectivas para a entrega do careca dourado no dia 22 de fevereiro. Vamos a elas.

Comecemos por atriz coadjuvante. Aqui não houve surpresa. Tal como no Globo de Ouro, Kate Winslet saiu como vencedora por sua interpretação em “O Leitor”. O que muda para o Oscar é que neste ela está indicada, por este mesmo longa, na categoria de atriz, e não de atriz coadjuvante, o que deve abrir espaço para Penélope Cruz. De qualquer forma, Kate foi a responsável pelo melhor momento da noite ao exibir um decote sensacional!

Na categoria ator coadjuvante, não havia mesmo qualquer dúvida: Heath Ledger venceu pelo seu já lendário Coringa. Quem recebeu o prêmio em seu nome foi Gary Oldman (o comissário Gordon do “Cavaleiro das Trevas”). Nada mais justo e Ledger já se transformou em uma das barbadas para a noite do prêmio da Academia.

Na categoria de melhor atriz surgiu realmente uma surpresa. Muito embora seja indicada a prêmios quase todos os anos (ela já acumula 15 indicações ao Oscar), Meryl Streep há tempos não era premiada. Mas, desta feita, foi. Levou o prêmio de melhor atriz por “Dúvida” e criou uma bela dúvida para o dia 22/02. Isso porque Kate Winslet levou o prêmio pelo filme em que ela concorre como melhor atriz no Oscar (a academia, como dito acima e no meu último post, não a colocou como coadjuvante). E a disputa com Meryl Streep agora será acirrada, principalmente se lembrarmos que muitos dos votantes no SAG votam no Oscar também. De qualquer forma, um suspense muito bem-vindo. Mas bem que poderiam ter dado este prêmio para a Kate (por “Foi Apenas Um Sonho”), para podermos apreciar novamente o seu belo decote.

E na categoria de melhor ator, Sean Penn saiu com o SAG por sua interpretação em “Milk – A Voz da Igualdade”, criando um disputa acirrada com Mickey Rourke, o qual levou o Globo de Ouro por “O Lutador”. E creio que Penn agora está um pouco à frente de Rourke, já que, como dito acima, muitos dos que votam no SAG votam também no Oscar (interessante perceber a satisfação do Rubens em sua transmissão no TNT com a derrota do Rourke). Vale dizer que, em su discurso, Penn lembrou de atores que fizeram excelentes trabalhos no ano passado e foram esquecidos nas premiações, principlamente Benício Del toro por sua atuação em "Che". Penn é realmente um cara que nunca se cala.

E o prêmio de melhor elenco em produção cinematográfica (categoria que não existe no Oscar) foi entregue a “Quem Quer Ser Um Milionário?”. Todavia, como não há categoria similar na entrega do careca, isto não significa nada, nem mesmo que o longa tenha ganhado mais pontos na corrida para melhor filme (basta lembrar que em 2007 “Pequena Miss Sunshine” saiu como vencedor nesta categoria do SAG).

Para concluir, um outro grande momento foi a entrega de um prêmio especial para James Earl Jones, mais conhecido como a voz do vilão Darth Vader. Ele foi aplaudido de pé em uma enorme salva de palmas que quase nem o permitiu agradecer. Muito bonito o momento. Só não foi mais belo que o decote da Kate! Memorável...

Obs. Não me perguntem sobre os prêmios para televisão. Este blog é sobre cinema. Essa coisa de falar sobre séries de TV americanas em locais destinados a cinema me parece atitude de gente americanizada. Por que também não falam sobre a TV brasileira, então? Há pouco tempo tivemos um boa série nacional, "Maysa", e não vi qualquer menção a ela em sites sobre cinema.
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2 comentários:

Peru disse...

Não existem séries de TV brasileira.

Que eu me lembre, apenas A Grande Família. Mesmo assim, não podemos acompanhá-la com 22 episódios, um por semana, consecutivamente.

Maysa não é série, é minissérie. Para nós viciados em televisão, tão atrativo e relevante quanto as minisséries e filmes feitos para a TV que aparecem no Globo de Ouro e que nunca mais ouvimos falar.

Fábio Henrique Carmo disse...

Peru,

Mas verdade é que alguns sites de cinema também noticiam sobre minisséries americanas, como a do John Adams. É isso que questiono, dois pesos e duas medidas.