Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

domingo, 4 de novembro de 2012

Selo Versatile Blogger


A colega blogueira Márcia Moreira, do “Clássicos, Não Antigos”, destinou a este espaço o selo Versatile Blogger, o que deixou este que vos escreve bastante lisonjeado e agradecido. Bem, para usar o selo é necessário escrever 7 coisas sobre si mesmo. E vamos à tarefa então.




1 – Nasci e moro em Natal/RN, a Cidade do Sol, uma terra abençoada por Deus com uma beleza incomum, mas que vem sendo muito destratada pelos governantes. Tenho 34 anos e sou bacharel em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte e pós-graduado pelo Fundação Escola Superior do Ministério Público do RN. Hoje sou servidor concursado do Tribunal de Justiça do RN, onde trabalho há 6 anos. Sou um "cara família" e nunca fui de viver muito em baladas. Gosto de ir a bons shows e, claro, cinema ;


2 – Como noticiei aqui mesmo no blog, casei-me há pouco mais de 6 meses com Sandra Patrícia, uma grande mulher, linda e companheira. Estamos muito “felizes juntos” (para usar o título de um filme de Kar-Wai), curtindo o presente e pensando em viver dias ainda melhores no futuro!

3 – Eu credito a meu pai e a Steven Spielberg a minha paixão pelo cinema. Explico. Quando eu tinha lá meus belíssimos 5 anos de idade, o Sr. Gaspar Carmo, meu pai, levou-me para ver “E.T – O Extraterrestre” no cine Rio Grande (que hoje é uma igreja evangélica...). Chorei exatamente como a criança que eu era no fim do filme e fiquei alucinado com toda aquela fantasia com amigos de outros planetas e bicicletas voadoras. Spielberg provavelmente é o cineasta mais manipulador que já existiu;


4 – Sou beatlemaníaco e isso implica dizer que escuto Beatles e suas respectivas carreiras solo com muita frequência. Também implica dizer que tenho posters, camisas, bottons, canecas e afins com temas da banda dentro de casa. Obviamente, também tenho a coleção completa dos seus discos. Ou melhor, duas coleções completas e mais alguns vinis. Ver o show de Paul McCartney com minha esposa durante a nossa lua-de-mel é algo que ficará para sempre na memória. Entretanto, isso não significa que não goste de outras bandas e gêneros musicais. Escuto muito Pink Floyd, Led Zeppelin, Rolling Stones, Elvis, Queen e outras bandas de rock clássico. Também adoro R.E.M, Nirvana, Radioehad, além das bandas de rock nacional. Sou fã da Legião Urbana (Renato Russo pautou muito da minha adolescência) e e também curto muito as outras banda do rock Brasil como Paralamas e Titãs. Também sou fã de jazz (tenho vários discos de Miles Davis) e MPB. Aliás, nossa música é prolífica em gênios como Chico Buarque, Tom Jobim, Caetano Veloso entre outros. Bem, na verdade, na minha opinião só existem dois tipos de música: música boa e música ruim;



5 – Tenho uma paixão clubística pelo Botafogo de Futebol e Regatas. Podem me chamar de “sofredor” ou adjetivos similares, mas não vai adiantar. Torço pelo time estrela solitária desde pequenininho e costumo sair por aí com sua camisa com muito orgulho;




6 – Acredito que sempre devemos olhar a realidade com um viés crítico e duvidar (de forma salutar, mas não paranoica) do que nos é apresentado como “verdade” no nosso cotidiano. Boa parte das informações que nos chegam são filtradas e manipuladas na busca de proteger diversos interesses, mormente os dos detentores do poder econômico. Platão, milhares de anos atrás, já nos alertava sobre a visão distorcida que temos do real e isso se torna cada vez mais premente diante de um mundo dominado por uma mídia que atende, antes de tudo, a interesses privados;

 (Essa não é a minha coleção, é só para ilustrar o tópico)

7 – Possuo uma enorme coleção de filmes, discos e livros em casa. Sou daqueles que vivem aproveitando as promoções das lojas online e catando pechinchas nas Americanas, mas não compro qualquer coisa. Minhas coleções são de ótima qualidade. Só gostaria de ter mais tempo para usufruir delas.

Antes de finalizar, gostaria também de presentear os blogs abaixo com o mesmo selo. São todos espaços de qualidade que costumo acompanhar com interesse e curiosidade:

Grande abraço a todos e continuem acompanhando este espaço trabalhado com muita dedicação e carinho!

sábado, 28 de julho de 2012

Filmes Para Ver Antes de Morrer

Adaptações de HQ: 7 filmes essenciais



Bryan Singer certamente não imaginava que estava criando uma nova era no cinema quando, em 2000, foi o responsável pela direção de “X-Men – O Filme”. Foi o êxito deste longa-metragem sobre os mutantes da Marvel Comics que fez surgir uma década dominada por grandes lançamentos cinematográficos baseados em HQs. Mesmo que Richard Donner já tivesse mostrado ao mundo, ainda nos anos 70, que era possível fazer um bom filme a partir de um personagem egresso dos quadrinhos, foi apenas com o longa de Singer, um sucesso tanto de público quanto de crítica, que surgiu uma onda de adaptações da Nona Arte, não restritas apenas a histórias de super-heróis, passando até mesmo por dramas de caráter político (como a animação “Persépolis”). Este ano, já tivemos “O Espetacular Homem-Aranha” invadindo as telas e, neste fim de semana, temos o desfecho da trilogia do homem morcego com “Batman – O Cavaleiro das Trevas Ressurge”. Diante de tantas produções, o Cinema Com Pimenta lista aqui sete filmes essenciais para quem quer se aventurar nas adaptações de quadrinhos sem ter que encarar bombas como “Lanterna Verde” ou “O Justiceiro”. Vamos a eles!


7) Homem de Ferro (Iron Man, 2008) – A primeira experiência da Marvel enquanto estúdio de cinema resultou em uma ótima diversão e o resgate da carreira de Robert Downey Jr. após seu ostracismo devido à dependência de drogas, levando-o ao estrelato e transformando-o em uma figura extremamente pop. Com este longa, a Marvel ganhou confiança e iniciou uma série de lançamentos que culminariam com “Os Vingadores”, filme que reúne os heróis anteriormente apresentados em episódios solo. O personagem de Downey Jr, o empresário playboy Tony Stark, tornou-se referência como personagem “cool”. Mas é melhor ficar com este aqui, pois a continuação “Homem de Ferro 2” acabou ficando aquém do original;

6) Estrada Para Perdição (Road to Perdition, 2002) – O espectador eventual pode nem se dar conta, mas esta é uma adaptação de quadrinhos. Dirigido por Sam Mendes, vencedor do Oscar por “Beleza Americana” (Amaerican Beauty, 1999), e protagonizado por Tom Hanks, tendo ainda participação do lendário Paul Newman e Jude Law, além de um ainda desconhecido Daniel Craig. A trama, baseada na graphic novell escrita por Max Allan Collins e ilustrada por Richard Piers Rayne, narra a fuga do mafioso Michael Sullivan (Hanks) com seu filho (Tyler Hoechlin) após este último testemunhar uma execução e ter a vida ameaçada pelos gangsters. O ambiente é o dos anos 30, durante a grande depressão e vale à pena conferir não só pela bela e precisa reconstituição de época, mas também pela linda fotografia, ótimas atuações (Newman arrasa) e desfecho interessante e emocional sem cair em pieguismos. Um longa injustamente esquecido em premiações e que comprovou o talento de Mendes, uma diretor egresso do teatro que realizou uma obra completamente cinematográfica;




5) V de Vingança (V For Vendetta, 2006) – Adaptação de uma obra do genial Alan Moore, trata-se de um filme que merecia maior repercussão do que aquela que obteve. Isso se explica possivelmente devido ao boicote e crítica feroz que partiu de meios midiáticos conservadores (no melhor exemplo FOX News), pois que o filme tem seu foco em um subversivo conhecido por Codinome V (Hugo Weaving). A história se passa em 2020, em uma Grã-Bretanha dominada pelo governo fascista de Adam Sutler (John Hurt), onde a censura impera em todos os meios de comunicação. É quando o tal Codinome V, no dia 05 de novembro, aniversário da conspiração de 1605 em que Guy Fawkes tentou destruir o parlamento inglês e destituir o rei James I, convoca a população, em rede nacional de TV, a se rebelar contra esse estado de coisas. A verdade é que a figura de V acabou se tornando muito popular com o passar do anos, sendo que sua indefectível máscara se tornou símbolo de luta contra o sistema e é usada hoje por grupos de protesto como o Anonymous. Produzido e roteirizado pelo irmãos Warchowski, trata-se de uma obra inteligente e de impacto e que ainda guarda a memorável imagem de Natalie Portman de cabeça raspada. Sensacional!;


4) X-Men 2 (X2, 2003) – Continuação do referido “X-Men – O Filme”, este segundo episódio da franquia, também dirigido por Bryan Singer, é a mais perfeita tradução cinematográfica dos mutantes da Marvel. Sem as limitações orçamentárias impostas ao primeiro longa, Singer nos entrega um filme espetacular, onde tudo do primeiro é melhorado. Ainda lembro de ver esta sessão no cinema, encontrar uma antiga colega da faculdade (que não era nerd nem nada) ao ascender das luzes e vê-la comentando: “que filme bom, hein?”. Basicamente, a trama nos mostra os mutantes ainda mais perseguidos pela sociedade e pelo Estado após uma mal sucedida tentativa de assassinato do presidente dos EUA pelo mutante Noturno (Alan Cumming). Poucos filmes são fortes e claros na sua mensagem anti-preconceito (qualquer deles) quanto este. Um problema que nunca perde a atualidade, infelizmente;


3) Homem-Aranha 2 (Spider-Man 2, 2004) – O melhor filme da trilogia de Sam Raimi sobre o mais popular personagem da Marvel Comics, superando o já ótimo primeiro filme, realizado em 2002. O Aranha (Tobey Maguire com a melhor cara de bobo do cinema) é aquele herói cujas características o tornam o mais próximo dos espectadores: um nerd cheio de problemas, que tem que ralar para ganhar dinheiro; estudar; cuidar da tia idosa e viúva, além de enfrentar problemas de relacionamento com sua namorada e, no meio disso tudo, arranjar tempo para deixar de ser Peter Parker e salvar Nova York de supervilões. Enfim, é gente como a gente. Aqui, ele enfrenta o Dr. Octopus (Alfred Molina) e, mais uma vez, sua infinidade de problemas de rapaz comum. Repleto de sequências espetaculares, como a cena em que ele para um trem desgovernado à beira de um desastre, e contando com uma química perfeita entre os personagens, este é um daqueles que sempre vale uma olhadinha nas reprises que passam tanto na TV aberta quanto fechada. Poucos filmes foram tão eficazes em apreender e transmitir as essência de uma HQ quanto este aqui;


2) Batman – O Cavaleiro das Trevas (The Dark Knight, 2008) – Filme revolucionário que fez com que todos, tanto público como a crítica, deixassem de ver os filmes de super-heróis apenas como uma diversão para adolescentes. O longa de Chritopher Nolan levou o verdadeiro Batman para a telona e ainda nos rendeu a mítica interpretação de Heath Ledger para o Coringa, colocando-o entre os vilões mais marcantes da história do cinema, ao lado de outros como Norman Bates e Hannibal Lecter. Pela primeira vez um filme baseado em HQs rendeu um oscar, no caso para o citado Heath Ledger (mesmo que póstumo). Hoje, vemos o lançamento retumbante de “O Cavaleiro das Trevas Ressurge” e toda a expectativa gerada em torno deste se deveu principalmente ao segundo episódio da trilogia. O resto é história.


 

1) Superman – O Filme (Superman – The Movie, 1978) – Esse filme é tão mítico que inspirou até música de Gilberto Gil. É a adaptação de HQ mais cara à minha memória (tem até a minha idade), dada a minha empolgação quando eu o via ainda garoto. Tudo nele funciona (tudo bem, o Lex Luthor de Gene Hackman é meio chatinho), desde a trilha sonora icônica de John Williams até a interpretação clássica e inigualável que Christopher Reeve deu ao personagem. Mesmo a participação econômica de Marlon Brando, como Jor-El, é simplesmente memorável. Um filme ao mesmo tempo lúdico, inspirador e empolgante que nos deixa um sorriso no rosto após vê-lo, mesmo que seja pela 15ª vez. Palmas para Richard Donner!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Eu Quero Esse Pôster #20

Simplesmente sensacionais os trabalhos do artista sueco Victor Hertz, dono de um estilo minimalista bastante peculiar. Incrível como ele consegue sintetizar toda a memória de um filme com uma economia de traços tão grande. Vejam abaixo.


Se quiser conhecer melhor o trabalho do artista, visite sua página no Flickr.

domingo, 15 de janeiro de 2012

A lista de Tarantino


Quentin Tarantino divulgou, por meio de seu site "Tarantino Archives", a sua lista com os melhores e piores de 2011. Pela seleção, já dá para dizer que seu voto no Oscar será para "Meia-Noite em Paris" como melhor filme. Não deixa de ser curioso ver as preferências e antipatias de um dos grandes diretores do cinema contemporâneo. Segue abaixo.

Os Melhores de 2011

1. Meia-Noite em Paris (Midnight In Paris)
2. Planeta dos Macacos: A Origem (Rise Of The Planet Of The Apes)
3. O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)
4. A Pele Que Habito (La Piel Que Habito)
5. X-Men: Primeira Classe (X-Men: First Class)
6. Jovens Adultos (Young Adult)
7. Ataque ao Prédio (Attack The Block)
8. Red State
9. Warrior
10.The Artist / Nosso Irmão Sem Noção(Our Idiot Brother) - Empatados
11. Os Três Mosqueteiros (The Three Musketeers).

Outros filmes citados por Tarantino, sem ordem de preferência:

50%
Beginners
A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)
A Dama de Ferro (The Iron Lady)
Carnage
Besouro Verde (Green Hornet)
Lanterna Verde (Green Lantern)
Capitão América (Captain America)
Os Descendentes (The Descendants)
Sete Dias com Marilyn (My Week With Marilyn)
Velozes e Furiosos 5 (Fast Five)
A Árvore da Vida (The Tree Of Life)
Se Beber, Não Case - Parte II (The Hangover Part II)
Missão: Impossível 4 (Mission Impossible 4)
Um Novo Despertar (The Beaver)
Contágio (Contagion)
The Sitter
Cavalo de Guerra(War Horse)

Prêmio Valeu a Tentativa:

Drive
Hanna
Drive Angry
Gigantes de Aço (Real Steel)

Melhor Diretor

Pedro Almodovar
Bennett Miller
Woody Allen
Jason Reitman
Michel Hazanavicius

Melhor Roteiro Original

Meia-Noite em Paris
Jovens Adultos
Red State
Ataque ao Prédio
Nosso Irmão Sem Noção
Beginners

Melhor Roteiro Adaptado

O Homem que Mudou o Jogo
A Pele Que Habito
Carnage
Planeta dos Macacos: A Origem
Hugo Cabret
X-Men: Primeira Classe

Piores Filmes

Sucker Punch
Potiche (Esposa Troféu)
Miral
Sobrenatural (Insidious)
Rampart
Sob o Domínio do Mal (Straw Dogs)
Atividade Paranormal 3 (Paranormal Activity 3)
Meek’s Cutoff

domingo, 11 de dezembro de 2011

Dica de Livro


Se você deseja presentear um cinéfilo neste Natal, uma ótima pedida é o livro "Tudo Sobre Cinema", que tem como organizador o crítico e historiador de cinema Philip Kemp. Embora trate em específico de uma quantidade menor de filmes que o famoso "1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer", traz como diferencial uma análise sobre os diversos movimentos e estilos que nasceram ao longo de mais de 100 anos de história do cinema, com textos sobre a Nouvelle Vague, o Expressionismo Alemão, a Nova Hollywood, cinema soviético, entre outros. Além disso, os filmes analisados contam com quadros detalhados onde são resumidas as cenas mais marcantes, além de uma ampla gama de imagens que vão deixar qualquer aficcionado babando (tem foto até dos irmãos Lumiére). Agradável e didático, contando com a qualidade gráfica sempre impecável da Editora Sextante, "Tudo Sobre Cinema" já pode ser colocado como obrigatório na estante dos amantes da Sétima Arte. Ah, e vale também para o cinéfilo que deseja se auto-presentear. No meu caso, já fui presenteado pela minha noiva. :=) Boa leitura!

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

7 robôs marcantes do cinema

Com a estreia de “Gigantes de Aço”, longa onde robôs ocupam o lugar dos humanos nos ringues, o Cinema Com Pimenta publica uma lista (mais uma delas) destes seres artificiais responsáveis por momentos marcantes na Sétima Arte. Como sempre, a lista segue com 7 itens. Confira abaixo, sem ordem de preferência.


HAL 9000 – Sem dúvida, o personagem mais marcante de “2001 – Uma Odisseia No Espaço”. Kubrick foi um dos pioneiros na abordagem da inteligência artificial no cinema e HAL se consagrou como o ícone máximo do embate homem-máquina, mostrando que não apenas possuía inteligência, mas também sentimentos! (???). Paranoico que só ele, HAL ameaça a tripulação da nave Discovery após descobrir que será desativado. Inesquecível a sequência em que ele implora a Dave para não ser desligado, tentando se fazer de inocente e apelando para a compaixão do astronauta. Momento genial de um filme que é inteiramente genial.


R2-D2 – O robozinho querido de todo fã da série “Guerra nas Estrelas”, em contraposição ao chatíssimo C3PO. Por sinal, o que seria de Luke Skywalker sem ele?


Wall -E – Outro robô diminuto, mas inesquecível. Wall – E, habitante de um planeta Terra transformado em lixão, é mais humano que a maioria dos seres humanos. Um robô com alma de artista, protagonista do filme que leva seu nome. A Pixar atinge aqui um dos seus melhores momentos!



Rachael – A replicante interpretada por Sean Young em “Blade Runner – O Caçador de Androides” encanta Deckard (personagem de Harrison Ford) e o público com sua sensibilidade e a angústia de descobrir que é um ser artificial e não uma humana. Filosofia pura naquele que talvez seja o melhor filme de Ridley Scott! Bom, “Alien – O Oitavo Passageiro” também fica no páreo, mas “Blade Runner” é obra-prima.



David – Protagonista de “A.I. - Inteligência Artificial”, um garoto robô (papel de Haley Joel Osment) que deseja ser um menino normal e pede à Fada Azul que realize o seu sonho. O filme seria perfeito se terminasse justamente com David pedindo à Fada que o transformasse em um menino de verdade. Mas Spielberg, com sua tendência ao sentimentalismo, tratou de nos oferecer aquele final com jeito de comercial de amaciante Fofo. Uma quase obra-prima com um deslize grande no fim;



T-800 – Arnold Schwarzenegger já havia despontado para os holofotes em “Conan, o Bárbaro”, mas foi como o androide caçador de John Connors em “O Exterminador do Futuro” que ele se transformou em um grande astro. O filme teve mais três continuações, com outros robôs com a missão de destruir o futuro líder da resistência dos humanos contra as máquinas, mas nenhum foi tão carismático quanto o personificado por Arnoldão!



Maria – A precursora de todos os robôs do cinema é a imagem mais marcante e icônica de “Metrópolis”, o clássico da ficção-científica dirigido por Fritz Lang em 1927. Na verdade, a robô Maria é a contraparte malévola da personagem de mesmo nome que funciona como uma líder dos trabalhadores oprimidos pelo Mestre na cidade onde se passa a trama. Filme para ser visto e revisto e que eu estou precisando rever!

Bem, imagino que você deva ter os seus preferidos. Fique à vontade para discordar ou concordar aí nos comentários. Afinal, listas só servem para isso mesmo...

sábado, 9 de julho de 2011

O cinema e a reciclagem de ideias - Parte II

Continuando as linhas sobres o reaproveitamento de ideias na atual crise de criatividade presente nas realizaçãoes cinematográficas (principalmente as made in Hollywood), vamos agora falar sobre outras espécies destas reciclagens. Se na primeira parte tecemos comentários sobre as duas fórmulas mais comumente usadas, quais sejam, o remake e a sequência, agora partiremos para uma apreciação de outras nem tão “badaladas”. São elas o prequel, o midquel, o interquel e o reboot. Nada muito catedrático, como podem perceber, mas acreditamos contribuir para o esclarecimento dos conceitos. Vamos a eles.


Prequel – Em terras brasileiras, não foi ainda utilizado um termo em português para traduzir esse neologismo surgido nos anos 1970. Em Portugal, utiliza-se a palavra “prequela”, o que constitui uma boa tradução, já que o termo em inglês se origina da junção de pre (antes, anterior) e sequel (sequência, sequela). Prequel é uma obra cuja trama ocorre em momento anterior à outra já lançada previamente, comumente esclarecendo a origem de personagens ou fatos que não foram totalmente desvendados durante a narrativa original. Embora o termo só tenha surgido nos anos 70, como mencionado, a origem deste tipo de obra é bem mais remota. O livro bíblico de “Rute”, que narra histórias de antepassados do rei Davi, por exemplo, é uma prequela de outros livros que tratam deste soberano hebreu. Em outra exemplificação, o genial músico Richard Wagner utilizou-se deste recurso na sua tetralogia “O Anel dos Nibelungos”, já que a ópera “Das Rheingold” é uma prequel da anterior “Siegfried”. Em termos cinematográficos, é essencial frisar que os fatos constantes da nova narrativa devem ser cronologicamente anteriores aos presentes no primeiro longa-metragem, pois que, se posteriores, não será uma prequela, mas uma sequência.

Apesar de não tão comuns quanto as sequências, podemos citar exemplos bem famosos e interessantes de prequels. Mais uma vez vamos recordar aqui o caso da saga “Star Wars”. Uma das precursoras nas sequências, ela também é referência entre as prequelas. Como é bastante conhecido, toda a série “Guerra nas Estrelas” foi concebida originariamente por George Lucas em seis episódios, mas ele resolveu filmar primeiramente o episódio IV, denominado “Uma Nova Esperança”. Décadas depois do término da trilogia que compreende este episódio e mais o V e o VI (o acima mencionado “O Império Contra-Ataca” e “O Retorno de Jedi”, respectivamente), Lucas retomou seu universo para levar às telas os três primeiros episódios que contam como Anakin Skywalker se tornou o temido Darth Vader. Ou seja, toda a segunda trilogia de “Star Wars” é uma extensa prequel do episódio IV, uma vez que suas narrativas tratam de fatos cronologicamente anteriores ao longa de 1977.

A segunda trilogia de Star Wars: um extenso prequel do pioneiro episódio IV

Ainda podemos elencar outras prequelas bastante conhecidas do grande público. “O Exorcista – O Início” (Exorcist: The Beginning, 2004) é prequel do clássico “O Exorcista” (The Exorcist) dirigido por William Friedkin em 1973 (e, por extensão, de toda a franquia, que inclui ainda os episódios II e III), mostrando a viagem que o Padre Merrin realiza para a África Oriental, deparando-se pela primeira vez com o demônio Pazuzu. Já “X-Men Origens: Wolverine” (X-Men Origins: Wolverine, 2009) antecede cronologicamente a trilogia dos X-Men iniciada em 2001 e revela o surgimento do popular herói Wolverine com a implantação do metal adamantium em seu esqueleto. Por sinal, ainda está em exibição nas salas de cinema, o segundo prequel da série do mutantes, o ótimo “X-Men Primeira Classe” (X-Men: First Class - 2011). Por outro lado, uma prequela já se tornou lendária entre os cinéfilos. Trata-se de “O Hobbit”, adaptação do livro de J.R.R. Tolkien que antecipa os acontecimentos de “O Senhor dos Anéis”. Há anos os fãs aguardam ansiosamente pelo filme, o qual, depois de anos de entraves jurídicos relativos aos direitos de adaptação da obra, finalmente entrou em fase de produção, tendo inclusive algumas imagens já liberadas na internet.

Interquel e Midquel – São duas formas de abordagem pouco utilizadas e, por isso mesmo, menos importantes, sendo mais comum na televisão e principalmente na expansão de uma obra para outras mídias. No interquel, temos uma narrativa que se passa entre duas outras já realizadas anteriormente, desenrolando fatos que o público não tinha tomado conhecimento. Um bom exemplo deste recurso é a animação “Star Wars: The Clone Wars” (2008), longa que serviu de introdução para a série de animação televisiva com o mesmo nome. Já no midquel o roteiro é desenvolvido a partir de uma elipse ocorrida no contexto de uma obra prévia. O conceito ficará mais claro recordando “Bambi II”, animação dos estúdios Disney elaborada para o mercado de home vídeo. Nele, a narrativa se desenvolve durante o período de tempo que se passa entre a morte da mãe de Bambi e sua idade adulta, o qual não é mostrado no famoso longa de animação que leva o nome do seu personagem central. Resta claro, portanto, que interquel e midquel são formas bastante mercadológicas de se explorar personagens com grande potencial e retorno financeiro. Não é à toa que fizemos mais uma menção à série “Guerra nas Estrelas”, já que Gorge Lucas se tornou o rei deste tipo de exploração mercantilista.

Reboot (ou reinício) – Talvez seja sinal dos tempos, mas é curioso que um termo da informática seja adotado para designar um conceito de obra midiática. Para conceituar reboot vamos nos valer da definição de Thomas R. Willits: “reboot significa reiniciar um universo de entretenimento que já foi estabelecido previamente, começando uma nova história e/ou cronologia que desconsidera a história ou acontecimentos do original, tornando-o obsoleto”. Neste ponto, é fundamental frisar que o reboot não é o mesmo que um remake. Como demonstrado em linhas anteriores, a refilmagem funciona como uma adequação ou nova visão de uma obra para uma determinada plateia, seja por necessidades comerciais ou artísticas, sendo que a obra, em linhas gerais, continua a mesma, com igual trama e personagens. No reinício novos paradigmas são estabelecidos para um universo ficcional que normalmente já teve sequências, sendo que tudo que foi feito ulteriormente é ignorado na noviça produção. Assim, um outro cânone é instituído, inovando e consagrando novos parâmetros a serem seguidos.


O exemplo mais imediato que podemos utilizar para exemplificar a ideia de reboot é o longa-metragem “Batman Begins” (2005), responsável por devolver ao famoso personagem dos quadrinhos o respeito perdido com os desastrosos filmes dirigidos por Joel Schumacher (principalmente “Batman & Robin”, de 1997, assombrosamente ruim). A solução encontrada pela Warner Bros., estúdio detentor dos direitos de adaptação, foi a de “zerar” a série cinematográfica, ignorando inclusive os filmes dirigidos por Tim Burton, que também nunca foram unanimidade de crítica e público. A intenção era a de contar uma nova origem para o herói e o diretor escalado, Christopher Nolan, obteve grande sucesso na empreitada, a qual inclusive gerou uma sequência, “Batman – O Cavaleiro das Trevas” (The Dark Knight, 2008), que acabou se tornando um marco nas adaptações de HQ para a tela grande, rendendo, inclusive, um Oscar de ator coadjuvante ao saudoso Heath Ledger. Outro reinício que se mostrou bastante feliz foi o da longa série “007”, que, a partir de “Cassino Royale” (2006), de Martin Campbell, assumiu novos e surpreendentes ares, com o ator Daniel Craig encarnando o agente James Bond com uma força e competência que não se via desde os anos 60 com Sean Connery. Recentemente, tivemos ainda o reboot da saga “Star Trek” (2009), apresentando-a para uma nova geração de possíveis fãs. Vale assinalar, porém, que nem sempre os reboots são necessários. A nova adaptação do Homem-Aranha, dirigida por Marc Webb e contando com Andrew Garfield no papel de Peter Parker (tem estreia prevista para 2012), é um típico caso de desnecessidade, tendo em vista a qualidade da trilogia dirigida por Sam Raimi e protagonizada por Tobey Maguire, ainda viva na memória do público e dona de uma legião de fãs. E que fique claro mais uma vez: reinício não é refilmagem, mas uma nova maneira de abordar um universo ficcional, não estando em absoluto atrelado a uma obra lançada anteriormente.

Embora não se possa negar que essas diversas formas de abordar um universo ficcional tenham sido engendradas, em sua maioria, por motivações eminentemente comerciais, como já frisado em diversas passagens nas linhas precedentes, também não se pode olvidar, por outro lado, que em várias outras ocasiões são obtidos resultados artisticamente relevantes. Mesmo os remakes, que talvez representem melhor esta vertente de mercado, uma vez que é a menos criativa das opções de retomada de um universo ficcional, podem adquirir um valor cinematográfico relevante quando bem realizados. Concluindo, o Cinema Com Pimenta espera ter jogado um pouco de luz, mesmo que de forma tênue, sobre a zona nublada que encobre as variadas espécies de reciclagem criativa que permeiam o cinema contemporâneo. Na verdade, espera mais ainda que as mentes que fazem o cinema, sejam cineastas ou executivos, consigam deixar para trás esse marasmo criativo e consigam fazer de tais reciclagens uma exceção e não a regra, já que está última vem reinando nos últimos anos.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O cinema e a reciclagem de ideias - Parte I



Na atual crise de criatividade que assola a indústria do cinema, mormente a hollywoodiana, estão cada vez mais comuns as reciclagens de ideias, aproveitadas por meios distintos de abordar um universo ficcional. Neste sentido, surgiram termos como “remake”, “reboot”, “prequel”, entre outros, para designar os longas-metragens que promovem tal reaproveitamento de material criativo. Contudo, percebe-se que muitas vezes ocorre confusão por parte tanto da mídia quanto dos espectadores acerca do conceito de cada uma destas maneiras de reutilização de uma trama ou conjunto de personagens já pré-estabelecidos em produções ulteriores. É comum que seja empregado o termo “reboot” quando, em verdade, se trata de um “prequel”, por exemplo. A mais comum destas fórmulas, vale dizer, é o remake, mas, frise-se, ele é tão somente um dos meios de se explorar um universo ficcional já pré-estabelecido. Outros caminhos de abordagem também são muito usados, principalmente nesses tempos de escassez de ideias. É possível utilizar-se de um mesmo conjunto de personagens para desenvolver uma nova trama em um longa-metragem posterior, ou simplesmente continuar a narrativa desenvolvida no filme original, oferecendo um desenvolvimento maior dos acontecimentos e personagens ou mesmo esclarecendo pontos que permaneceram obscuros anteriormente. Existe ainda a possibilidade de recriar o universo estabelecido em longas anteriores, reiniciando a saga dos personagens, desconsiderando o que foi feito previamente. Ou, ainda, retomar o universo de um primeiro longa-metragem mostrando fatos que, cronologicamente, antecedem aqueles exibidos na película original. Para cada uma destas possibilidades existe uma designação específica e é importante, para aquela que pretende conhecer um pouco mais da sétima arte, conseguir diferenciá-las. Mas vale uma ressalva: se, na maioria dos casos, tais filmes representam uma carência de ideias novas no meio cinematográfico, em outras eles podem significar uma necessidade artística, trazendo-nos obras relevantes e mesmo artisticamente superiores, como tentaremos explanar a seguir. Passemos então a uma análise mais atenta e em tópicos das diversas vertentes de aproveitamento de um mesmo universo ficcional. Pra tornar a leitura menos cansativa, o Cinema Com Pimenta opta por dividi-la em duas partes. Na primeira, falaremos sobre o remake e a sequência. Na seguinte, abordaremos o prequel, o reboot e mais o midquel e o interquel. Vamos a eles.

Remake (ou refilmagem) – A mais comum das formas de reciclagem de ideias no cinema. Seu conceito é de fácil apreensão, já que consiste em tomar o mesmo material de um filme original e vertê-lo novamente para a tela, com a mesma trama e os mesmos personagens (1). Ultimamente, o remake vem sendo rotineiramente utilizado para verter longas estrangeiros para o mercado norte-americano, dada a aversão dos estadunidenses à leitura de legendas, além de tornar o material original mais palatável ao sabor de um público moldado para as facilidades do cinema comercial. Um exemplo bastante conhecido é o de “O Chamado” (The Ring, 2002), de Gore Verbinski, refilmagem do japonês “Ringu” (1998), cujo sucesso acabou gerando uma onda de remakes de filmes nipônicos de horror. Embora normalmente a confecção de uma refilmagem seja resultado de necessidades comerciais, é possível que ela ocorra também por motivações artísticas, como no recente “Bravura Indômita” (True Grit, 2010) realizado pelos irmãos Joel e Ethan Coen, uma nova versão para o filme homônimo protagonizado em 1969 pelo ícone John Wayne (muito embora os Coen recusem o rótulo de “remake”, alegando que realizaram uma nova adaptação do livro de Charles Portis e não uma releitura do filme de Henry Hathaway). A nova roupagem imprimida pelos irmãos diretores acabou, inclusive, agradando ao público mais jovem, resultando em um grande sucesso de bilheteria.


John Wayne e Jeff Bridges no papel de Rooster Gogburn nas duas versões de "Bravura Indômita"

É bom destacar que esta “atualização” para uma nova geração de espectadores também caracteriza uma das motivações recorrentes dos remakes. Outro caso bastante conhecido de refilmagem é a de “O Homem Que Sabia Demais” (The Man Who Knew Too Much, 1956), de Alfred Hitchcock, que soube aliar interesses comerciais e artísticos na sua direção, já que ele nunca havia ficado plenamente satisfeito com a versão inglesa da obra (de 1934). A nova cria resultou mais exuberante e imageticamente poderosa, com algumas da melhores sequências da carreira do genial diretor, como a conclusão repleta de suspense no Albert Hall londrino. É bom, ademais, relembrar projetos de releituras totalmente dispensáveis, tanto do ponto de vista comercial quanto artístico, como no emblemático exemplo do “Psicose” (Psycho, 1998) do diretor norte-americano Gus Van Sant, uma refilmagem quadro a quadro do clássico absoluto de Hitchcock (lançado em 1960), o qual jamais perdeu sua força, carecendo de qualquer atualização para um público mais jovem. Destaque-se, por último, que o remake é um recurso usado não apenas no mundo do cinema. A televisão também costuma realizar remakes de séries e novelas constantemente. Afinal, todos os veículos procuram um porto seguro quando as ideias escasseiam.

Sequência (ou sequel) – Praticamente tão comum quanto o remake, a sequência consiste em retomar um universo definido em um longa-metragem anterior, continuando e desenvolvendo sua trama normalmente do ponto onde foi interrompida. Portanto, não se trata de mostrar mais uma vez a mesma estória, como acontece na refilmagem, mas de desenvolver uma nova narrativa com o mesmo conjunto de personagens e tendo por base os fatos já ocorridos no filme predecessor. Normalmente produzidas por questões mercadológicas, são muito frequentes as sequências de grandes campeões de bilheteria, os denominados blockbusters, já que estas superproduções costumam arrebanhar uma horda de fãs que acabam por tornar seguro o investimento em uma continuação, com um retorno quase garantido. O exemplar mais emblemático de uma sequência encontra-se em “O Império Contra-Ataca” (The Empire Strikes Back, 1980), segundo episódio a ser lançado da famosa saga “Star Wars”, concebida por George Lucas. A trilogia original de “Guerra nas Estrelas”, inclusive, pode ser apontada como a matriz de toda a invasão de sequels que encontramos hoje nas salas de exibição. Com seu enorme sucesso, tornou-se o exemplo a ser seguido, nem tanto pelos cineastas, mas principalmente pelos executivos, que veem lucros fabulosos surgirem a partir de licenciamentos para uma variação de produtos que vão desde bonecos a toalhas de banho (e não apenas das bilheterias). Ou seja, as sequências tornaram-se a fonte maior de recursos para a manutenção do sistema de produção vigente em Hollywood, alicerçado em altos custos. Muitos filmes, vale ressaltar, já são concebidos para gerar sequels, apresentando conclusões em aberto ou pontos mal explicados que possibilitem o desenvolvimento de um segundo episódio. Em outras oportunidades, já são pensadas como obras divididas em capítulos, como no caso da própria franquia “Star Wars”, escrita por George Lucas em seis partes (e tendo levado às telas primeiramente o capítulo IV) ou a adaptação para o cinema da obra literária “O Senhor dos Anéis” (TheLord Of The Rings), cujas três partes foram filmadas de uma só vez pelo diretor Peter Jackson.



Entretanto, nem só de mercado vivem as sequências. É salutar recordar que um dos pioneiros neste recurso fílmico – antes mesmo da referida série de George Lucas - foi a trilogia “O Poderoso Chefão”, que foi desenvolvida por Francis Ford Coppola muito mais por motivações artísticas que financeiras. Claro que a Paramount viu na oportunidade uma chance de aumentar seus ganhos, tendo em vista o grande sucesso da obra-prima que deu origem à trilogia. Contudo, é importante observar que, para uma parcela da crítica, “O Poderoso Chefão 2” até mesmo supera seu predecessor enquanto obra de arte, demonstrando a substância de um projeto magnífico. Um bom exemplo, ademais, de que nem sempre está com a razão o senso comum, que nos leva a considerar sequências como inferiores ao longa original. Neste sentindo, no Brasil podemos destacar o recente “Tropa de Elite 2” (2010), de José Padilha, uma brilhante continuação para o seu já ótimo primogênito.

Bem, se teve paciência de chegar até aqui, o Cinema Com Pimenta publicará a segunda parte destas observações em breve. Até lá!
______________________________________________

(1) É possível que ocorra a inserção de algum personagem diferente ou exclusão de outro que consta no original, sem que tal expediente descaracterize a natureza de remake.

sábado, 25 de junho de 2011

Quero Ver Novamente #12

Se pedirem para eu escolher a melhor sequência de créditos que já vi em um filme, certamente optarei pela de "Prenda-me Se For Capaz". Um verdadeiro curta de animação inserido no filme e que, observando atentamente, consegue sintentizar toda a sua trama. E isso com a trilha sonora genial de John Williams, na minha opinião uma de suas melhores composições. Por sinal, o longa é uma joia de Steven Spielberg não muito conhecida do grande público. Está entre os meus preferidos do diretor. Veja abaixo essa forma inteligentíssima de apresentar os créditos ao espectador!


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Um feliz Natal para todos!

Uma das lembranças mais caras relacionadas ao Natal que trago da minha infância é a de ver, todos os anos, uma animação em Stop Motion chamada "Rudolph, A Rena do Nariz Vermelho". Feito para a televisão em 1964, o longa narra a estória de uma renazinha que nasce com um pequeno "defeito" congênito que você já deve ter entendido pelo título. Rudolph sonha em ser uma das renas do trenó do Papai Noel, mas ele se sente discrimiando pela sua condição "diferente". Durante anos, o filme foi sempre reprisado na noite de Natal (e eu sempre assistia com o mesmo entusiasmo), mas as redes de TV em geral estão cada vez mais ridículas e esquecendo no fundo do baú os produtos de qualidade. Segue abaixo um trecho da animação para matar as saudades de muita gente. Além disso, aproveito o ensejo para desejar um feliz Natal para todos, cheio de muita saúde, paz e harmonia com a família e os amigos. E que o nascimento de um certo menino em Belém, há cerca de de 2000 anos, nos sirva de inspiração não apenas no dia 25/12, mas ao longo de todos os dias do ano. Um grande abraço!


sexta-feira, 3 de setembro de 2010

7 frases marcantes do cinema!

Na recente edição da série “Quero Ver Novamente”, relembrei a famosa frase de Darth Vader para Luke Skywalker: “Eu sou seu pai”. Na verdade, o cinema está repleto de frases marcantes, as quais ecoam na mente dos apreciadores por muito tempo, muitas vezes durante a vida inteira. A seguir, uma seleção de 7 frases marcantes para os cinéfilos, sem ordem de preferência:


- “Francamente, minha cara, eu não dou a mínima” – De Rhett Buttler (Clark Gable) para Scarlett O’Hara (Vivien Leigh), em sua despedida no clássico “...E o Vento Levou”;



- “Sempre teremos Paris” – De Rick Blane (Humphrey Bogart) para Ilsa Lund (Ingrid Bergman), na antológica despedida do casal em “Casablanca”;


- “Hoje eu sou um vadio, Charlie, vamos admitir” – De Terry Malloy (Marlon Brando) para seu irmão Charley (Rod Steiger), em “Sindicato de Ladrões”;


- “Você me faz querer ser um homem melhor” – De Melvin (Jack Nicholson) para Carol (Hellen Hunt) em “Melhor É Impossível”, uma das mais belas declarações de amor do cinema em todos os tempos;



- “Que a força esteja com você” – De Obi-Wan Kenobi (Sir Alec Guiness), em “Guerra nas Estrelas”, com certeza uma das frases mais “pop” já vistas;


- “Mantenha os amigos por perto e os inimigos mais perto ainda” – de Don Vito Corleone (Marlon Brando) em “O Poderoso Chefão”;


- “My precious” (“meu precioso”) – De Gollum (Andy Serkis), na trilogia “O Senhor dos Anéis”.


Sintam-se à vontade para citar outras frases memoráveis!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Eu quero esse pôster # 9


A série "Eu Quero Esse Poster" teve uma edição recente, mas este poster de "A Origem" , criado pelo norte-amerivano Trent Walton, é tão interessante que me entusiasmou.

sábado, 17 de julho de 2010

Cinema Com Pimenta - 2 anos

No último domingo, 11 de julho, o Cinema Com Pimenta completou 2 anos e, por motivos de ordem pessoal (não foi apenas a Copa do Mundo, hehhehehe!), acabei deixando a data passar em branco. Minha pretensão era escrever um texto sobre "... E o Vento Levou", um dos meus filmes favoritos (está entre os 5 mais na minha lista). Entretanto, além do tempo que foi escasso, tenho grande dificuldade em escrever sobre estes filmes "maiores do que a vida". Talvez porque muito já tenha sido dito sobre os mesmos e fica aquele receio de cair no lugar-comum. Contudo, estava vasculhando a net e acabei encontrando esta matéria exibida na Bandnews quando do aniversário de 70 anos do longa. Creio que ela resume muito bem a importância e a razão de, depois de tanto tempo, "... E O Vento Levou" continuar fascinando multidões. Abaixo, como uma forma de lembrar e agradecer a todos pelos dois anos do blog, segue a matéria. Espero que todos aqueles que gostam do Cinema Com Pimenta, e também aqueles que não gostam tanto assim, continuem visitando este espaço, que foi criado devido à minha paixão pela sétima arte, desafiando os contratempos do dia a dia para continuar de pé. Um grande abraço e muito obrigado!



quarta-feira, 7 de julho de 2010

Dica de livro


Eis um livro que deve pegar de jeito todos os cinéfilos. "O Clube do Filme" narra os dias em que o crítico de cinema David Gilmour (xará do guitarrista do Pink Floyd) se viu desempregado e com o seu problemático filho Jesse sem qualquer vontade de estudar. Como ambos estavam com muito tempo à disposição, o pai concorda que o filho deixe a escola, desde que ambos assitam a 3 filmes por semana (com escolhas feitas por David). Essa é a única educação que Jesse receberá.

Antes de tudo, o livro trata da difícil relação entre pais e filhos e de como muitas vezes eles habitam mundos completamente distintos. Entretanto, à parte esta relevante abordagem, é saborosa a apreciação da sequência de filmes assistidos pela dupla. Sempre ficamos curiosos para saber quais serão os próximos, além dos comentários sempre inteligentes de Gilmour sobre os mesmos. Ademais, é emocionante constatar como, de fato, assistir a um bom filme pode ajudar a estabelecer uma ponte entre pais e filhos, tornando possível a comunicação e as descobertas sobre o outro. Sensível e sempre interessante (a leitura flui embalada), acredito que todos aqueles que amam a 7ª arte irão apreciar a obra. Recomendadíssimo!

domingo, 27 de junho de 2010

Até o Andy!

Matéria interessante exibida ontem no Jornal Hoje, da famigerada Rede Globo. Confira abaixo e veja que até Andy, o garoto dono dos bonecos da série "Toy Story", torce pela seleção brasileira! Em uma cena de "Toy Story 3" lá está ele com a camisa da seleção canarinho! Está na hora dos selecionados de Dunga mostrarem realmente a que vieram nesta competição! Pra frente, Brasil!


quinta-feira, 27 de maio de 2010

A chatice do 3D!


Nestes últimos tempos cinematográficos, temos visto a ascensão de um novo* formato de captação e projeção de imagens: a tecnologia 3D. Principalmente depois do estrondo bilionário de “Avatar”, a exibição de filmes em 3D tornou-se a epidemia que parece ter mais força que a gripe H1N1. Mesmo longas que não foram concebidos neste formato, como “Alice no País das Maravilhas”, de Tim Burton, acabam passando por processos de “conversão”, ansioso por abocanhar bilheterias maiores, afinal, mesmo que o público pagante não supere aquele que seria alcançado caso o filme fosse exibido no formato convencional, a renda obtida acaba sendo mais expressiva, pois que os ingressos das salas 3D são significativamente mais caros (para não dizer extorsivos).

Neste último fim de semana, tivemos a estreia no Brasil de “Fúria de Titãs”. Ainda não conferi esta nova versão para o clássico da Sessão da Tarde (que vi repetidas vezes, claro), mas, pelo que se percebe das críticas que já tive a oportunidade de ler, o seu 3D é tosco, de péssima qualidade, o que me leva a pensar até onde irá essa nova onda.

Eu, por duas vezes, paguei o estapafúrdio preço de uma sala 3D. O citados “Avatar” e “Alice” foram os filmes assistidos. E, sendo bem sincero, a experiência “tridimensional” resultou bem menos impactante do que o esperado. Em nenhum dos dois casos o filme pareceu melhor por ser em 3D. No que diz respeito ao longa de James Cameron, afirmo com toda convicção que o formato se presta muito mais a disfarçar a fraqueza de seu roteiro, uma espécie de “Dança Com Lobos Alien”, do que a qualquer outra coisa. Afinal, quanto mais distrações na tela, menor a atenção ao texto. Isso me faz lembrar de “Titanic”, o filme anterior de Cameron, o qual, sem precisar desta muleta tecnológica, me causou muito mais impacto e emoção na sala escura (talvez porque tivesse atores talentosíssimos como protagonistas e não pixels azuis atuando).

E deixo aqui a pergunta: será mesmo que o 3D trará de volta aos cinemas o público perdido para os DVDs e Blu-Rays em TVs de alta resolução, além dos downloads e canais por assinatura? Ou será que, quando a novidade passar, a moda vai esfriar? Pelo menos pra mim, já esfriou. Provavelmente, nem tão cedo voltarei a pagar um ingresso caríssimo apenas para conferir um longa no tal formato “revolucionário”.

Bem, nesses tempos de Copa do Mundo já estão anunciando a transmissão dos jogos em 3D. Fico imaginando como deve ser chato ver um jogo de futebol com aqueles óculos no rosto... Ou será que o chato sou eu?


* Não é tão novo assim. Para se ter ideia, Alfred Hitchcock utilizou o recurso em “Disque M Para Matar”, nos já distantes anos 50...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cannes - Uma bela vinheta

Enquanto ainda está rolando o Festival de Cannes 2010, que chega ao seu término no próximo domingo, posto aqui uma curiosidade: a bela e interessante vinheta exibida antes dos filmes que fazem parte da "Quinzena dos Realizadores". Segundo o crítico e cineasta Kléber Mendonça Filho, que todo ano realiza a cobertura de vários eventos deste porte, a mais bela vinheta existente no circuito dos festivais. Realmente, muito bonita!


segunda-feira, 8 de março de 2010

Em briga de marido e mulher...

A seguir, cenas dos ex-casados Kathryn Bigelow e James Cameron durante a 82ª cerimônia de entrega do Oscar. Tirem suas próprias conclusões, mas lembrem, como diz o ditado, em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher!


(Olhem a cara da Bigelow depois que "Avatar" recebeu o prêmio de melhor fotografia...)




domingo, 28 de fevereiro de 2010

Oscar - Injustiças memoráveis

Nestes tempos que precedem a entrega do prêmio da Academia de Hollywood, é comum encontrarmos por aí um balaio de especulações sobre quem será o vencedor das estatuetas. Contudo, talvez seja mais produtivo lembrar de algumas grandes injustiças praticadas pelos associados, algumas mesmo absurdas, e assim lembrarmos que prêmios, no fim das contas, não significam nada. Só para se ter ideia, os 3 cineastas abaixo jamais receberam o Oscar de melhor direção. Hoje, estão no panteão dos maiores gênios que o cinema produziu.


Charles Chaplin


Alfred Hitchcock



Stanley Kubrick

sábado, 30 de janeiro de 2010

"O Portal do Paraíso": o maior fracasso comercial do cinema


Obs. O Texto abaixo não é uma resenha ou crítica, pois ainda não tive a oportunidade de assistir ao filme. Trata-se apenas de um texto que busca as curiosidades sobre a produção, além de traçar, de forma superficial, a sua temática. Uma vez advertido(a), acompanhe as linhas se assim o desejar.

Esta semana, “Avatar” atingiu o status de longa-metragem de maior bilheteria de todos os tempos, ultrapassando o sucesso anterior de James Cameron, “Titanic” (mesmo que, para isto, se valha de artifícios como ingressos mais caros para salas de projeção em 3D e valores não atualizados para a arrecadação de “Titanic”). Mas, talvez muita gente se faça a pergunta: “Se ‘Avatar’ é o maior sucesso, qual seria o filme que resultou no maior fracasso da indústria cinematográfica?”.

Provavelmente, a resposta que muitos críticos e especialistas darão será “O Portal do Paraíso” (Heaven’s Gate), filme do diretor Michael Cimino lançado em 1980, e o mais caro realizado até então. Custou cerca de US$ 45 milhões aos cofres da United Artists o que, em valores atualizados, resultaria em uma produção de aproximadamente US$ 200 milhões, cara até para os padrões perdulários do cinema atual. A verdade é que o longa teve resultados catastróficos nas bilheterias, arrecadando apenas US$ 1 milhão, o que redundou em um prejuízo de 98%, levando a United à falência. Desde então existe uma aura de maldição que paira sobre o longa, não tendo passado por processo de reabilitação nem mesmo nesta era de DVD-Blu Ray (muito embora exista a disponibilidade em DVD nos USA).

O mais curioso é que o filme tem em sua direção e elenco nomes consagrados que jamais fariam prever tamanho desastre. O diretor, Michael Cimino, vinha da láurea do Oscar, recebida em 1979 pelo seu “O Franco Atirador” (1978), filme sobre as sequelas da guerra do Vietnã sobre um grupo de amigos operários recrutados para o conflito. Tanto o filme quanto Cimino foram oscarizados, além da produção ter ido muito bem nas bilheterias. Além disso, no elenco de “O Portal do Paraíso” estavam nomes como John Hurt, Isabelle Hupert (sim, uma das musas do cinema francês), Christopher Walken (que havia trabalhado com Cimino em “O Franco Atirador” e levado o Oscar de coadjuvante por esse trabalho), Kris Kristofferson, entre outros. Mas, então, o que deu tão errado?



Muito provavelmente, o fracasso teve como principal fator uma inadequação ao momento pelo qual passavam os EUA e seu público, que já estava se cansando de ver nas telas expiações do Vietnã, além de acompanhar, ao longo dos anos 70, casos de corrupção como o de Watergate dominando os noticiários. Ou seja, o ambiente estava propício para produções de tom escapista como as de Steven Spielberg e George Lucas com seus contatos com extra-terrestres e guerras estelares. E a temática de “Heaven’s Gate” era exatamente o contrário disto que o público estava esperando. O longa trata de um episódio um tanto obscuro da história dos EUA, um conflito ocorrido no Condado Johnson, no Estado do Wyoming, por volta de 1890, onde rancheiros contrataram exércitos de mercenários para conter os avanços dos imigrantes que vinham em grandes caravanas para a região. Devido aos conflitos surgidos entre fazendeiros e colonos e a incapacidade do Estado de exercer seu poder, além de prover a manutenção de serviços básicos como água e saneamento, uma verdadeira faxina demográfica foi realizada para restabelecer a ordem e o “progresso” (parece o lema da nossa bandeira). Cimino, desta forma, aproveitou o tema para realizar fortes críticas à formação e hipocrisia da sociedade americana, desmistificando a conquista do Oeste.

Tamanha autocrítica nunca costumou render muitos pontos com o público estadunidense (essa não é, vale frisar, uma virtude que lhe seja frequente). Ademais, os críticos torceram o nariz para a obra, talvez influenciados pelos inúmeros boatos que rondaram a produção. Um deles falava que Cimino teria gastado horrores construindo uma verdadeira cidade no meio do nada apenas para filmar uma única sequência, além de fazer todo elenco esperar horas somente para bater uma foto que constaria em uma das cenas. Reza a lenda que muitos da equipe o chamavam pelas costas de “O Aiatolá”. Ridicularizado até em programas de TV, Cimino caiu do seu pedestal de gênio (recentemente conferido pelo citado “O Franco Atirador”). E o seu ambicioso projeto se transformou em um monumental fracasso.

Alguns cineastas, como Martin Scorsese e Francis Ford Copolla, consideram o filme uma obra-prima incompreendida. Talvez seja. Infelizmente, até hoje ainda não tive a oportunidade de assistir e comprovar se tão prestigiosos diretores estão com a razão. É provável que estejam. Vale lembrar que durante anos, “Cidadão Kane” foi relegado pela crítica e nunca chegou a ser sucesso de público. Obras geniais costumam ser incompreendidas em seu tempo. De qualquer forma, obra-prima ou porcaria monumental, resta a curiosidade para os cinéfilos em descobrir um filme que pode ser taxado de “o maior fracasso comercial de todos os tempos”. Fica a dica.