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domingo, 2 de outubro de 2011

O espírito do rock se fez presente


Pausa no cinema.

É muito bom quando nós nos surpreendemos com algo inesperado. Sendo bem sincero, eu não estava dando muita bola para essa edição do Rock In Rio. Quando vi o line up do festival, notei a presença de uma quantidade muito grande de atrações que estavam bem mais pro pop do que pro rock, algumas de talento bastante duvidoso, é importante sublinhar (a escalação de Ke$ha me deu um embrulho no estômago).

Mas eis que as apresentações foram se seguindo, dia após dia, e fui me surpreendendo com o que estamos acompanhando. Esta quarta edição do festival vem contando com um público vibrante, empolgado e que sabe respeitar as diferenças entre aqueles que se apresentam. Claro que a organização também soube distribuir bem os dias das atrações, acabando com incoerências como colocar Carlinhos Brown para cantar no dia do Guns'n Roses (como em 2001) e evitando assim momentos constrangedores para os artistas. Mesmo que alguns shows acabem se mostrando de fato a mediocridade esperada, como o da citada Ke$ha (com sua voz ridícula, demonstrou que não tem mesmo condições de se apresentar em um festival como esse), outros tantos já se tornaram antológicos. São os casos de Stevie Wonder, que fez uma apresentação memorável com direito à galera cantando com ele “Garota de Ipanena”; Joss Stone, aquela menina talentosíssima (e bonita) e que fez um show incrível mesmo estando escalada para o palco Sunset (secundário), com o público gritando seu nome em coro ao fim da apresentação, além de Shakira, que arrebatou o público com um show empolgado (chegou a levar fãs pro palco para ensiná-las a dançar) e uma ótima participação de Ivete Sangalo em dueto cantando “País Tropical”. Outras apresentações memoráveis foram a do Capital Inicial, com um público vibrante e levantando poeira a cada música, e a homenagem à Legião Urbana, que teve participação da Orquestra Sinfônica Brasileira e dos dois integrantes remanescentes do grupo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, ocasião em que nem seriam necessários vocalistas, uma vez que o público cantava em uníssono todas as músicas.


O festival já seria ótimo com todos estes ótimos shows, mas este último sábado (e madrugada de domingo) resultou ainda mais especial. Todos as performances, de Frejat ao Coldplay, passando por Maná e Maroon 5, contaram com uma participação eletrizante do público. Em todas as apresentações, as pessoas entoavam as canções de início ao fim. Impressionante. O Skank fez um show definitivamente antológico. O próprio Samuel Rosa decidiu filmar o momento histórico. Como ele próprio disse “não é todo dia que se canta para 100 000 pessoas e todas elas estão interessadas na sua música”. O Maná cantou “Vivir Sin Aire” como se estivesse tocando no México, tamanha a empatia com a plateia e o coro que o acompanhava. O Maroon 5 foi na mesma balada. Acredito que os seus integrantes devem ter pensado “nossa, eles sabem todas as músicas”. E, por fim, veio o Coldplay com uma apresentação impecável, pirotécnica, fãs enlouquecidos e até com homenagem a Amy Winehouse (Chris Martin cantou “Rehab”). Eu quase chorei quando tocaram "Yellow"! Depois de ontem, creio que esta edição do Rock In Rio só rivaliza com a primeira, de 1985. Se eu já senti essa energia do sofá da sala, fico imaginando como seria estar lá. Espetacular!

Tudo isso só reforça uma opinião que sempre tive: não existe público como o brasileiro. Nós temos muitos defeitos, mas também é verdade que somos calorosos como nenhum outro povo é no mundo. Acredito que muitos dos artistas que se apresentaram nesta edição do festival vão querer lançar DVDs ou Blu-Rays com seus respectivos shows. Não é pra menos. O público do Brasil está demonstrando nesse festival o estado de espírito que o País está vivendo, encarando o presente de forma positiva e com mais otimismo ainda quando olha para o futuro. Alguns amuados podem dizer que essas coisas só servem para fazer o povo esquecer do que é realmente importante. Entendo a crítica, afinal o povo brasileiro não se reúne em multidões para protestar contra a corrupção, por exemplo. Mas, como diz uma antiga música de uma famosa banda nacional, nós também queremos “diversão e arte”. E hoje ainda tem o Guns'n Roses para terminar o festival. Provavelmente também vai arrepiar, neste festival que, mesmo com tantas estrelas “pop” convidadas, mostrou que o espírito do rock está presente mais do que nunca.

Abaixo, seguem alguns vídeos com momentos especiais desta quarta edição do Rock In Rio. Ah, e não, não estou escrevendo tudo isso para fazer marketig para Roberto Medina. Eu apenas gosto de música mesmo... :=)











domingo, 22 de maio de 2011

"A Árvore da Vida" leva a Palma de Ouro


Depois de um festival cheio de polêmicas, como as declarações nazistas de Lars Von Trier (numa queimada de filme histórica), o júri comandado por Robert De Niro anunciou hoje os vencedores do evento. A Palma de Ouro foi para "A Árvore da Vida", do lendário Terrence Malick, filme que provocou tumulto em sua primeira exibição e foi vaiado por muitos e aplaudido por outros tantos (e que estou ansioso pra ver!). Confira abaixo a matéria do portal IG.


"A Árvore da Vida" ganha Palma de Ouro em Cannes

Filme de Terrence Malick é o grande vencedor do festival em 2011

Orlando Margarido, especial de Cannes | 22/05/2011 15:06



A Palma de Ouro do 64ª Festival de Cannes foi para o filme "A Árvore da Vida", de Terrence Malick. Ele não veio a Cannes e foi representado por dois dos vários produtores envolvidos na fita, que tem entre os montadores o brasileiro Daniel Rezende - leia a entrevista exclusiva com Daniel Rezende. “Malick é um tímido incorrigível”, disse um dos produtores. A premiação terminou agora a pouco. Já o Grande Prêmio do Júri, o Grand Prix, foi dividido entre "Le Gamin au Véio", da dupla belga Jean-Pierre e Luc Dardenne e “Bir Zamanlar Anadolu’da”, do turco Nuri Bilge Ceylan.

Os irmãos Dardenne agradeceram o protagonista adolescente do filme Thomas Doret. Ceylan foi breve e parecia contrariado com a premiação. A melhor direção coube ao dinamarquês com carreira nos Estados Unidos Nicolas Winding Refn pelo filme "Drive". Ele lembrou especialmente o ator Ryan Gosling, seu protagonista, pela colaboração na realização do longa-metragem.

O prêmio de melhor ator e melhor atriz foram entregues a Jean Dujardin, protagonista da produção francesa "The Artist", e Kirsten Dunst, por "Melancolia", filme de Lars Von Trier. Ela agradeceu a possibilidade de poder mostrar tanto empenho no filme. Dujardin, astro na França, dividiu o reconhecimento com sua parceira na fita, Bérénice Bejo. “Eu também quero a receita desse prêmio para recebê-lo sempre”, completou. O concorrente israelense "Hearat Shulayim", de Joseph Cedar, teve reconhecido o roteiro. O diretor não estava na premiação e foi representado por uma integrante da equipe, que leu uma mensagem do realizador. O prêmio do júri foi para "Polisse", da diretora francesa Maïwenn. Muito emocionada e ofegante, ela agradeceu sua equipe de atores e técnicos, sua família e filhos.

O júri da competição oficial é presidido pelo ator Robert De Niro e formado pelo diretor francês Olivier Assayas, seu colega chadiano Mahamat –Saleh Haroun, que no ano passado recebeu o Prêmio do Júri por "Un Homme qui Crie", Johnnie To, realizador de Hong Kong, o ator Jude Law, as atrizes Martina Gusmán, argentina que é mulher do diretor Pablo Trapero, e Uma Thurman, a escritora norueguesa Linn Ullman, e por fim a produtora chinesa Nansun Shi.

A Caméra D’Or para o melhor diretor estreante foi dada a Pablo Giorgelli, pela co-produção hispano-argentina "Las Acacias", exibida na paralela Semana da Crítica, enquanto "Cross Country)", de Maryna Vroda levou a Palma de Ouro na categoria de curta-metragem.

Veja abaixo a lista com os vencedores do Festival de Cannes 2011:

Palma de Ouro: "A Árvore da Vida", de Terrence Malick
Atriz: Kirsten Dunst, por "Melancolia"
Ator: Jean Dujardin, por "The Artist"
Diretor: Nicolas Winding Refn, por "Drive"
Roteiro: "Hearat Shulayim", de Hearat Shulayim
Grande prêmio: "Le Gamin au Véio", de Jean-Pierre e Luc Dardenne, e "Bir Zamanlar Anadolu’da", de Nuri Bilge Ceylan
Curta-metragem: "Cross Country", de Marina Vroda
Prêmio Câmera de Ouro: "Las Acacias", de Pablo Giorgelli
Prêmio de júri: "Polisse", de Maiwenn Le Besc

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Festival de Cannes 2011 - Abertura


E começou ontem o Fetival de Cannes 2011. O longa de abertura (e fora de competição) foi "Meia-Noite em Paris", o novo de Woody Allen, contando no elenco com Owen Wilson e Rachel McAdams. Olha a foto acima! Ah, e Bernardo Bertolucci levou a primeira Palma de Ouro honorária da história do Festival, prêmio este que agora será entregue anualmente aos diretores com grande currículo, mas que nunca tenha levado a honraria pra casa. Olha a foto aí abaixo. Talvez eu seja exceção, mas meu grande sonho de cinéfilo não é o de ir ao Oscar, mas a Cannes!!!



segunda-feira, 25 de abril de 2011

Cannes 2011 - Seleção


Eu havia passado batido por essa notícia, mas nunca é tarde para repercuti-la. No último dia 14/04, tivemos a divulgação da seleção oficial do Festival de Cannes 2011. Ela inclui vários cineastas consagrados, de Woody Allen (fora de competição) a Lars Von Trier, passando por Pedro Almodóvar e Terrence Malick (com o seu aguardadíssimo "A Árvore da Vida"). O Brasil se faz presente na mostra "Um Certo Olhar" com o longa "Trabalhar Cansa", de Juliana Rojas e Marcos Dutra, além da presença na "Quinzena dos Realizadores" (cuja seleção foi divulgada no dia 19), aqui com o novo filme de Karim Aïnouz, "O Abismo Prateado". Na mostra de curtas Cinéfondation, teremos ainda "Duelo Antes da Noite", de Ana Furtado. O festival terá início no dia 11/05 e seguirá até 22/05, tendo Robert DeNiro como presidente do júri. Agora é aguardar!



Filme de abertura:

“Midnight in Paris”, Woody Allen (for a de competição)



Competitiva:

“The Skin That I Live In”, Pedro Almodóvar

“L’Apollonide”, Betrand Bonello

“Footnote”, Joseph Cedar

“Paterre”, Alain Cavalier

“Once Upon A Time In Anatolia”, Nuri Bilge Ceylan

“The Kid With The Bike”, Jean-Pierre e Luc Dardenne

“Le Havre”, Aki Kaurismaki

“Hanezu no Tsuki”, Naomi Kawase

“Sleeping Beauty”, Julia Leigh

“A Árvore da Vida”, Terrence Malick

“La Source de Femmes”, Radu Mihaileanu

“Polisse”, Maïwenn Le Besco

“Harakiri”, Takashi Miike

“We Have A Pope”, Nanni Moretti

“Melancolia”, Lars Von Trier

“This Must Be The Place”, Paolo Sorrentino

“Drive”, Nicholas Winding Refn

“We Need To Talk About Kevin”, Lynne Ramsay



Un Certain Regard/Um Certo Olhar:

“Restless”, Gus Van Sant (filme de abertura)

“Martha Marcy May Marlene”, Sean Durkin

“The Hunter”, Bazur Bakuradze

“Halt auf freier Strecke”, Andreas Dresen

“Skoonheid”, Oliver Hermanus

“Hors Satan”, Bruno Dumont

Les Neiges du Kilimandjaro”, Robert Guédiguian

“The Days He Arrives”, Hong Sang-Soo

“Bonsai”, Christian Jimenez

“Tatsumi”, Erik Khoo

“En maintenant, on va ou?”, Nadine Labaki

“Ariang”, Kim Ki Duk

“Loverboy”, Catalin Mitulescu,

“Toomelah”, Ivan Sen

“Yellow Sea”, Na Hong-Jin,

“Miss Bala”, Gerardo Naranjo,

“L’exercice de l’Etat”, Pierre Schoeller,

“Oslo, August 31st”, Joachim Trier

“Trabalhar Cansa”, Juliana Rojas e Marco Dutra



Fora de competição:

“Um Novo Despertar”, Jodie Foster

“The Artist”, Michel Hazanavicius

“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”, Rob Marshall

“La Conquete”, Xavier Durringer

“Kung Fu Panda 2”, Jennifer Yuh



Sessões da meia-noite:

“Wu Xia”, Peter Ho-Sun Chan

“Dias de Gracia”, Everardo Gout



Exibições especiais:

“Labrador”, Frederikke Aspock

“Le maître des forges de l’enfer”, Rithy Panh

“Un documentaire sur Michel Petrucciani”, Michael Radford

“Tous au Larzac”, Christian Rouaud


Quinzena dos Realizadores


Longas:

Après Le Sud, de Jean-Jacques Jauffret (França)

Breathing, de Karl Markovics (Áustria)

Blue Bird, de Gust Van de Berghe (Bélgica)

Palawan Destin, de Auraeus Solito (Filipinas)

Chatrak, de Vimukthi Jayasundara (França e Índia)

Code Blue, de Urszula Antoniak (Holanda e Dinamarca)

Corpo Celeste, de Alice Rohrwacher (Itália, Suíça e França)

Eldfjall, de Rúnar Rúnarsson (Dinamarca e Islândia)

En Ville, de Valérie Mréjen e Bertrand Schefer (França)

Impardonnables, de André Téchiné e Jeanne Captive (França)

Jeanne Captive, de Philippe Ramos (França)

La Fée, de Fiona Gordon, Dominique Abel e Bruno Romy (França e Bélgica)

La Fin Du Silence, de Roland Edzard (França)

Les Géants, de Bouli Lanners (Bélgica, França e Luxemburgo)

O Abismo Prateado, de Karim Aïnouz (Brasil)

Play, de Ruben Östlund (Suécia, França e Dinamarca)

Porfirio, de Alejandro Landes (Colômbia, Espanha, Uruguai, Argentina e França)

Return, de Liza Johnson (Estados Unidos)

Sur La Planche, de Leïla Kilani (Marrocos, França e Alemanha)

The Island, de Kamen Kalev (Bulgária e Suécia)

The Other Side Of Sleep, de Rebecca Daly (Holanda, Hungria e Irlanda)


Curtas:

Armand 15 Ans L’été, de Blaise Harrison (França)

Bielutin - Dans Le Jardin Du Temps, de Clément Cogitore (França)

Boro In The Box, de Bertrand Mandico (França)

Cigarette At Night, de Duane Hopkins (Reino Unido)

Csicska, de Attila Till (Hungria)

Demain, Ça Sera Bien, de Pauline Gay (França)

Fourplay: Tampa, de Kyle Henry (Estados Unidos)

Killing The Chickens To Scare The Monkeys, de Jens Assur (Suécia e Tailândia)

La Conduite De La Raison, de Aliocha (França)

Las Palmas, de Johannes Nyholm (Suécia)

Le Songe de Poliphile, de Camille Henrot (França)

Mila Caos, de Simon Paetau (Alemanha e Cuba)

Nuvem, de Basil da Cunha (Portugal e Suíça)

Vice Versa One, de Shahrbanoo Sadat (Afeganistão)


Sessões Especiais:

Des Jeunes Gens Mödernes, de Jérôme de Missolz (França e Bélgica)

El Velador, de Natalia Almada (Estados Unidos, México e França)

Koi No Tsumi, de Sion Sono (Japão)

La Nuit Elles Dansent, de Isabelle Lavigne e Stéphane Thibault (Canadá)

sábado, 12 de fevereiro de 2011

"Tropa de Elite 2" é exibido em Berlim


Enquanto está todo mundo preocupado com a entrega do Oscar no próximo dia 27, é bom lembrar que está rolando desde quinta-feira a 61ª edição do Festival de Berlim. E ontem foi exibido, na mostra Panorama, o segundo "Tropa de Elite", na gigantesca sala do Friedrichstadtpalast, de 1.800 lugares. Ela estava cerca de 70% ocupada para a primeira sessão oficial do filme, no início da noite desta sexta-feira (11/02).

O diretor José Padilha subiu ao palco para agradecer a presença de todos e à organização da seção Panorama antes do inicio da sessão. A plateia, com boa parte de brasileiros, caiu na risada quando apareceu o nome da uma marca de cerveja como patrocinadora do longa.

Ao final, “Tropa de Elite 2” foi muito aplaudido durante 3 minutos. Os atores Wagner Moura e Maria Ribeiro subiram ao palco para agradecer a recepção. Wagner foi muito requisitado para tirar fotos com os fãs. Só não dá pra entender porque o longa ficou fora da competição principal pelo Urso de Ouro, já que o primeiro longa levou o prêmio...

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Festival de Veneza 2010 - Seleção


A 67ª edição do Festival de Veneza, que acontecerá entre 1º e 11 de setembro próximos, divulgou hoje sua lista de concorrentes ao Leão de Ouro, além de diversos outros títulos integrantes das mostras paralelas do evento.

Na competição pelo Leão de Ouro, os nomes mais famosos são os de Darren Aronofsky (o seu "Black Swan" abrirá o Festival), Sofia Coppola, Julian Schnabel (diretor de "O Escafandro e a Borboleta"), Vincent Gallo (voltando à direção, sete anos depois do polêmico “Brown Bunny”), além dos franceses François Ozon e Abdellatif Kechiche, o alemão Tom Tykwer, o japonês Takashi Miike, o vietnamita Tran Anh Hung (diretor de "O Cheiro da Papaia Verde" e que trará o seu "Norwegian Wood", filme que só o título já me desperta entusiasmo!), o chinês Tsui Hark e o espanhol Alex de la Iglesia. Apenas um latino-americano entrou na competição oficial: o chileno Pablo Larraín, diretor de “Tony Manero”, que apresenta seu novo trabalho, “Post Mortem”.

O Brasil, que ficou de fora da disputa principal (pra variar...), é representado por dois filmes: o longa “Lope”, coprodução Brasil-Espanha, assinada por Andrucha Waddington, a qual revisita a figura do famoso dramaturgo espanhol do século 16, Lope de Vega, contando com Selton Mello e Sonia Braga no elenco; e mais o curta “O mundo é belo”, de Luiz Pretti, integrante da mostra paralela "Horizontes".

John Woo reberá o prêmio especial pelo conjunto da obra.

O Júri será presidido por Quentin Tarantino.Confira abaixo os filmes em competição e fora de competição:

COMPETIÇÃO

"Black Swan", Darren Aronofsky (EUA) – filme de abertura
"La Pecora Nera", Ascanio Celestini (Itália)
"Somewhere", Sofia Coppola (EUA)
"Happy Few", Antony Cordier (França)
"La Solitudine dei Numeri Primi", Saverio Costanzo (Itália-Alemanha-França)
"Silent Souls", Aleksei Fedorchenko (Rússia)
"Promises Written in Water," Vincent Gallo (EUA)
"Road to Nowhere", Monte Hellman (EUA)
"Balada Triste de Trompeta", Alex de la Iglesia (Espanha-França)
"Venus Noire", Abdellatif Kechiche (França)
"Post Mortem", Pablo Larrain (Chile, México, Alemanha)
"Barney's Version", Richard J. Lewis (Canadá, Itália)
"Noi credevamo", Mario Martone (Itália-França)
"La Passione", Carlo Mazzacurati (Itália)
"13 Assassins", Takashi Miike (Japão-EUA)
"Potiche", François Ozon (França)
"Meek's Cutoff", Kelly Reichardt (EUA)
"Miral", Julian Schnabel (EUA-França-Itália-Israel)
"Norwegian Wood", Tran Anh Hung (Japão)
"Attenberg", Athina Rachel Tsangari (Grécia)
"Detective Dee and the Mystery of Phantom Flame", Tsui Hark (China)
"Drei", Tom Tykwer (Alemanha)

FORA DE COMPETIÇÃO

"The Town", Ben Affleck (EUA)
"I'm Still Here: the Lost Year of Joaquin Phoenix", Casey Affleck (EUA)
"Sorelle Mai", Marco Bellocchio (Itália)
"Niente Paura -- Come siamo come eravamo e le canzoni di Luciano Ligabue", Piergiorgio Gay (Itália)
"Dante Ferretti -- Production Designer", Gianfranco Giagni (Itália)
"Notizie degli Scavi", Emidio Greco (Itália)
"The Last Movie" (1971), Dennis Hopper
"Gorbaciof", Stefano Incerti (Itália)
"That Girl in Yellow Boots", Anurag Kashyap (Índia)
"Showtime", Stanley Kwan (China)
"Sei Venezia", Carlo Mazzacurati (Itália)
"Zebraman" (2004), Takashi Miike (Japão)
"Zebraman 2: Attack on Zebra City," Takashi Miike (Japão)
"The Child's Eye 3D", Oxide Pang and Danny Pang (China, Hong Kong)
"Vallanzasca – Gli angeli del male," Michele Placido (Itália)
"All Inclusive 3D", Nadia Ranocchi and David Zamagni (Itália/Áustria)
"Raavan", Mani Ratnam (Índia)
"1960", Gabriele Salvatores (Itália)
"La prima volta a Venezia", Antonello Sarno (Itália)
"A letter to Elia", Martin Scorsese and Kent Jones (EUA)
"Shock Labyrinth 3D", Takashi Shimizu (Japão)
"L'ultimo Gattopardo: Ritratto di Goffredo Lombardo", Giuseppe Tornatore (Itália)
"Passione", John Turturro (Itália)
"Lope", Andrucha Waddington (Espanha/Brasil)
"Space Guy", Zhang Yuan (China)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

"O Beijo da Mulher Aranha": obra de arte à venda


A versão restaurada de "O Beijo da Mulher Aranha" foi exibida agora há pouco na abertura do 3º Festival Paulínia de Cinema. Considero "O Beijo..." como o grande filme de Hector Babenco (quem diria que, anos depois, ele faria bobagens como "Carandiru"). Estrelado por William Hurt, Raul Julia e Sonia Braga (que trabalharam em troca de percentuais na arrecadação), o longa já completou 25 anos e venceu diversas premiações internacionais – incluindo os prêmios Oscar, BAFTA e Cannes de Melhor Ator para William Hurt (que está realmente soberbo). O "Beijo da Mulher Aranha" foi o único representante da América Latina na mostra Cannes Classics, realizada durante o Festival de Cannes 2010.

Interessante que este será o primeiro filme a ser vendido como obra/objeto de arte. Ideia inédita no mundo até hoje, contando com a anuência de todos os produtores e envolvidos, os direitos do filme serão vendidos, inclusive de refilmagem, para aqueles que apresentarem a melhor oferta, seja um estúdio, uma pessoa, um museu, ou qualquer outro que se comprometa a proteger, divulgar e preservar o longa e seu material. Embora a iniciativa seja inovadora, não deixa de ser um risco. Vamos torcer para que não caia em mãos erradas...

domingo, 23 de maio de 2010

Cannes 2010 - Premiados


Saiu a premiação de Cannes!
"Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives", do cineasta tailandês Apichatpong Weerasethakul (dá para pronunciar isso?), foi o grande vencedor da Palma de Ouro do 63º Festival de Cannes, anunciada agora há pouco (na imagem acima, uma cena do filme). No longa com tons fantásticos, um homem à beira da morte procura se cercar das pessoas queridas, inclusive das mortas, para se despedir da vida em sua fazenda no interior da Tailândia. Elementos como espíritos, inclusive na forma de animais (macacos mais precisamente), fazem parte do longa-metragem. “Este é como outro mundo para mim, é meio surreal”, disse o diretor. “Acho que é um momento importante para o cinema tailandês. O prêmio é para vocês. Gostaria de beijar todos vocês do júri, principalmente Tim Burton porque gosto de seu corte de cabelo.”


O francês "Des Hommes Et des Dieux", dirigido por Xavier Beauvois, recebeu o Grad Prix, uma espécie de segundo lugar. Ele agradeceu a cada um dos frades e atores que o interpretaram no filme. O cineasta levou uma plaquinha pedindo a liberade do cineasta iraniano Jafar Panahi. Já o prêmio do júri ficou com "Un Homme qui Crie", de Mahamat-Saleh Haroun, do Chade.

O cineasta e ator francês Mathieu Amalric foi eleito o melhor diretor, por "Tournée". Dois atores dividiram o prêmio de melhor ator. O espanhol Javier Bardem levou o troféu pelo filme "Biutiful", de Alejandro González Iñárritu. Ele agradeceu à mãe e aos irmãos e todos os atores do elenco. “Eu não ganharia esse prêmio se não fosse por Alejandro. Ele é um diretor que melhora o trabalho de um ator. Sou agradecido por sua confiança.” Ele ainda causou comoção ao dedicar a Penélope Cruz, em espanhol: “Compartilho essa alegria com minha amiga, minha companheira, meu amor”.



O italiano Elio Germano, de "La Nostra Vita", também foi premiado na mesma categoria. Ele encontrou Javier Bardem e fez uma saudação. “Quero agradecer de coração o diretor Daniele Luchetti”, disse. “Quero dedicar esse prêmio a Itália e aos italianos que fazem de tudo para fazer da Itália um país melhor, não obstante nossa classe dirigente”, referindo-se, de forma clara, a Silvio Berlusconi.

A francesa Juliette Binoche ganhou o prêmio de melhor atriz por seu trabalho no longa-metragem "Copie Conforme", do iraniano Abbas Kiarostami. “Que alegria, que alegria, que alegria trabalhar com você, Abbas”, disse Juliette, bastante emocionada. “Agradeço à minha mãe que me criou sozinha e a meu pai que perdoei. Eu amo vocês. E agradeço do fundo do coração aos homens que me amaram e me suportaram. Um dia, eu vou me casar”, completou. E puxou uma plaquinha com o nome de Jafar Panahi e pediu a libertação do cineasta iraniano. Não é por nada não, mas a ficou um gosto de "marmelada", pois Binoche já estava até no poster promocional do evento este ano... Por fim, o prêmio de roteiro foi para o sul-coreano Poetry, de Lee Chang-dong.



O júri da competição oficial do 63º Festival de Cannes foi presidido pelo cineasta norte-americano Tim Burton e formado pela atriz inglesa Kate Beckinsale, pela atriz italiana Giovanna Mezzogiorno, pelo diretor do Museu Nacional de Cinema na Itália Alberto Barbera, pelo roteirista e diretor francês Emmanuel Carrere, pelo ator porto-riquenho Benicio Del Toro, pelo diretor espanhol Victor Erice, pelo diretor, ator e produtor indiano Shekhar Kapur e pelo compositor francês Alexander Desplat.

A comédia "Ha Ha Ha", de Hong Sangsoo, foi a grande vencedora da mostra Un Certain Regard. Entregue ainda ontem, sábado (22/5), pela cineasta francesa Claire Denis, presidente do júri da mostra.

O diretor Michael Rowe, do México, levou a Caméra D’Or, dada ao melhor estreante entre todas as mostras oficiais e paralelas em Cannes, pelo filme "Año Bisiesto", exibido na Quinzena dos Realizadores. O júri era presidido pelo ator e diretor mexicano Gael García Bernal.

A Palma de Ouro de melhor curta-metragem foi para o francês "Chienne D’Histoire", de Serge Avédikian. O brasileiro "Estação", de Márcia Faria, concorria nesta categoria. O curta-metragem Micky Bader, de Frida Kempf, levou um prêmio do júri em sua categoria. O júri foi presidido pelo cineasta canadense Atom Egoyan e formado pelo diretor brasileiro Cacá Diegues, a atriz francesa Emmanuelle Devos, a atriz russa Dinara Droukarova e o diretor espanhol Marc Recha.

É isso aí! Ano que vem tem mais!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Cannes - Uma bela vinheta

Enquanto ainda está rolando o Festival de Cannes 2010, que chega ao seu término no próximo domingo, posto aqui uma curiosidade: a bela e interessante vinheta exibida antes dos filmes que fazem parte da "Quinzena dos Realizadores". Segundo o crítico e cineasta Kléber Mendonça Filho, que todo ano realiza a cobertura de vários eventos deste porte, a mais bela vinheta existente no circuito dos festivais. Realmente, muito bonita!


quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cannes 2010 - Abertura


Voltando à net depois de alguns dias sem micro (fonte e cooller quebrados), o Cinema com Pimenta lembra que hoje ocorreu a abertura do Festival de Cannes, em sua 63 ª edição. O longa de abertura foi o "Robin Hood" de Ridley Scott (o filme tem estreia no Brasil na sexta-feira dia 14/05), o qual não compareceu à coletiva de imprensa devido a uma recente cirurgia no joelho. Contudo, Cate Blanchett, a nova intérprete de Lady Marion, estava lá, como se pode ver na foto acima, juntamente com Russel Crowe, hoje, posando para os fotógrafos.Crowe, por sinal,aproveitou para, como todo mundo, dar seus palpites para a Copa da África do Sul: “Talvez a Espanha, talvez o Brasil. Portugal, se Cristiano Ronaldo jogar bem. E Inglaterra, claro, se tudo sair muito certo. Mas eles não têm chance contra a seleção australiana”. Mesmo com o meio de campo tenebroso de Dunga, o Brasil sempre continua entre os favoritos...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Festival de Cannes 2010 - Seleção


A organização do mais importante festival de cinema do mundo, anunciou nesta última terça-feira, dia 20/04, a seleção de filmes da mostra paralela Quinzena dos Realizadores. Há um filme brasileiro presente, "A Alegria", de Marina Méliande e Felipe Bragança. Também foi incluído hoje mais um filme brasilis, o curta "Estação" , dirigido por Márcia Faria, que disputará a Palma de Ouro na categoria de curtas-metragens. Assim, a participação de produções brasileiras em Cannes, até agora, soma quatro filmes: "Cinco Vezes Favela", dirigido por Luciana Bezerra, Cacau Amaral, Rodrigo Felha, Wavá Novais, Manaíra Carneiro, Cadu Barcellos e Luciano Vidigal, na Seleção Oficial; o curta "A Distração de Ivan", de Cavi Borges e Gustavo Melo, na Semana da Crítica; o citado "A Alegria", de Felipe Bragança e Marina Meliande, na Quinzena dos Realizadores; e, agora, o curta "Estação".

Com isso, a seleção do Festival está quase completa - sempre acabam entrando um ou dois filmes fora de competição na última hora. A 63ª edição do Festival de Cannes acontece de 12 a 23 de maio e "Robin Hood", dirigido por Ridley Scott, será o filme da abertura. Tim Burton é presidente do júri.

Um dos meus maiores sonhos de cinéfilo é acompanhar este festival "in loco"...


Confiram a seleção, com destaques para os novos trabalhos de Woody Allen, Abbas Kiarostami e Alejandro González Iñarritu. E notem que que há um filme de Gordard na mostra "Un Certain Regard".

Competição

Another Year, de Mike Leigh
Biutiful, de Alejandro Gonzalez Iñarritu
Burnt by the Sun 2, de Nikita Mikhalkov
Certified Copy, de Abbas Kiarostami
Fair Game, de Doug Liman
Hors-la-loi, de Rachid Bouchareb
The Housemaid, de Im Sang-soo
La Nostra Vita, de Daniele Luchetti
La Princesse de Montpensier, de Bertrand Tavernier
Of Gods and Men, de Xavier Beauvois
Outrage, de Takeshi Kitano
Poetry, de Lee Chang-dong
A Screaming Man, de Mahamat-Saleh Haroun
Tournee, de Mathieu Amalric
Uncle Boonmee Who Can Recall His Past Lives, de Apichatpong Weerasethakul
You, My Joy, de Sergey Loznitsa

Fora de competição

Carlos, de Olivier Assayas
You Will Meet a Tall Dark Stranger, de Woody Allen
Tamara Drewe, de Stephen Frears
Wall Street - Money Never Sleeps, de Oliver Stone
Kaboom, de Gregg Araki
L'autre Monde, de Gilles Marchand
Inside Job, de Charles Ferguson
Over Your Cities Grass Will Grow, de Sophie Fiennes
Nostalgia de la Luz, de Patricio Guzman
Draquila - L'Italia che Trema, de Sabina Guzzanti
Chantrapas, de Otar Iosseliani
Abel, de Diego Luna

Mostra Un Certain Regard

Adrienn Pal, de Agnes Kocsis
Aurora, de Cristi Puiu
Blue Valentine, de Derek Cianfrance
Chatroom, de Hideo Nakata
Chongqing Blues, de Wang Xiaoshuai
The City Below, de Christoph Hochhausler
Film Socialisme, de Jean-Luc Godard
Ha Ha Ha, de Hong Sang-soo
Les Amours Imaginaires, de Xavier Dolan
Life Above All, de Oliver Schmitz
Los Labios, de Santiago Loza
Octubre, de Daniel Vega
Qu'est-il Arrive a Simon Werner?, de Fabrice Gobert
Rebecca H., de Lodge Kerrigan
R U There, de David Verbeek
The Strange Case of Angelica, de Manoel de Oliveira
Tuesday, After Christmas, de Radu Muntean
Udaan, de Vikramaditya Motwane

Quinzena dos Realizadores

A Alegria, de Marina Méliande e Felipe Braganca
All Good Children, de Alicia Duffy
Alting bliver Godt Igen, de Christoffer Boe
Año Bisiesto, de Michael Rowe
Benda Bilili, de Renaud Barret e Florent de la Tullaye
La Casa Muda, de Gustavo Hernandez
Cleveland Vs. Wall Street, de Jean-Stéphane Bron
Des Filles en Noir, de Jean-Paul Civeyrac
Ha'Meshotet, de Avishai Sivan
Illégal, de Olivier Masset-Depasse
The Light Thief, de Aktan Arym Kubat
Little Baby Jesus of Flandr, de Gust Van den Berghe
La Mirada Invisible, de Diego Lerman
Picco, de Philip Koch
Pieds Nus sur les Limaces, de Fabienne Berthaud
Le Quattro Volte, de Michelangelo Frammartino
Shit Year, de Cam Archer
Somos lo que Hay, de Jorge Michel Grau
Tiger Factory, de Woo Ming jin
Todos vós Sodes Capitáns, de Oliver Laxe
Two Gates Of Sleep, de Alistair Banks Griffin
Un Poison Violent, de Katell Quillevéré

Sessões Especiais da Quinzena

Stones In Exile, de Stephen Kijak
Boxing Gym, de Frederik Wiseman

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Festival de Berlim 2010 - Premiados


O júri presidido pelo cineasta Werner Herzog deu o Urso de Ouro da 60ª edição da Berlinale ao filme turco "Honey" ("Bal"), de Semih Kaplanoglu, ontem, 20 de fevereiro. “Honey” fecha a trilogia sobre a vida do personagem Yusuf, retratada nos filmes anteriores de Kaplanoglu, "Milk" e "Egg".

O franco-polonês Roman Polanski, que, como todo mundo já deve estar sabendo, cumpre prisão domiciliar na Suíça, recebeu o Urso de Prata de melhor direção pelo longa “The Ghost Writer”. Os produtores do filme, que receberam o prêmio representando o diretor, leram uma mensagem que mostra o humor negro característico de Polanski: “Da última vez que fui receber um prêmio acabei na cadeia”. Ele se referiu à prisão ocorrida em Zurique, devido à antiga acusação de estupro de uma menor de idade que pesa sobre ele nos Estados Unidos desde 1977. Confira, abaixo, a lista completa dos premiados em Berlim:

Urso de Ouro
"Honey" (Turquia), de Semih Kaplanoglu

Urso de Prata para melhor diretor
Roman Polanski ("The "Ghost Writer")

Berlinale Kamera
Yoji Yamada ("About Her Brother")

Prêmio para melhor filme de estreia
"Sebbe" (Suécia), de Babak Najafi
Prêmio Alfred Bauer
"If I Want Whistle, I Whistle" (Romênia), de Florin Serban

Urso de Prata para melhor roteiro
Wang Quan'an e Na Jin ("Apart Together")
Urso de Prata para excepcional contribuição artística
Pavel Kostomarov, diretor de fotografia ("How I Ended This Summer")

Urso de Prata para melhor ator - "ex-aequo"
Grigoriy Dobrygin e Sergei Puskepalis ("How I Ended This Summer")

Urso de Prata para melhor atriz
Shinobu Yoshizawa ("Caterpillar")
Urso de Prata - Grande Prêmio do Júri
"If I Want To Whistle, I Whistle" (Romênia), Florin Serban


A produção Brasil/Inglaterra "Lixo Extraordinário" (Waste Land), de Lucy Walker, João Jardim e Karen Harley, que teve exibição na mostra paralela "Panorama", levou dois prêmios: Público e Anistia Internacional, esse último dividido com "Son Of Babylon", de Mohamed Al-Daradji.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Festival de Berlim 2010



Hoje, 11 de fevereiro, teve início o 60º Festival de Berlim, a famosa "Berlinale". Esta edição abre com o filme Tuan Yuan" ("Separados juntos", em tradução livre) de Wang Quan'an (China). Uma das principais atrações será o o novo dilme do detento Roman Polanski, "The Ghost Writer", dentro da mostra competitiva. Agora, pela manhã, já ocorreu a abertura oficial, com a apresentação do júri, comandado por ninguém menos que Werner Herzog e que conta ainda com participação da Reneé Zellweger (urgh!). Um momento bastante aguardado será a exibição, fora da mostra competitiva, do novo filme filme de Martin Scorsese, "Ilha do Medo", com ator-parceiro Leonardo Di Caprio. Durante o Festival também será exibida a versão restaurada de "Metrópolis" de Fritz Lang, em pleno Portão de Brandemburgo. Segue abaixo a lista completa da mostra competitiva e não competitiva. O Brasil só participa das mostras paralelas, como também você poderá conferir abaixo.


Mostra competitiva:

- "Tuan Yuan" ("Separados juntos", em tradução livre) de Wang Quan'an (China), filme de abertura

- "Rompecabezas" de Natalia Smirnoff (Argentina/França)

- "Bal" ("Mel") de Semih Kaplanoglu (Turquia/Alemanha)

- "Der Räuber" ("O ladrão") de Benjamin Heisenberg (Áustria/Alemanha)

- "Na Putu" ("Pelo caminho") de Jasmila Zbanic (Bósnia-Herzegovina/Áustria/Alemanha/Croácia)

- "Shekarchi" ("O caçador") de Rafi Pitts (Alemanha/Irã)

- "The ghost writer" de Roman Polanski (França/Alemanha/Grã-Bretanha)

- "Caterpillar" de Koji Wakamatsu (Japão)

- "En familie" ("Uma família") de Pernille Fischer Christensen (Dinamarca)

- "En ganske snill mann" ("Um homem um pouco terno") de Hans Petter Moland (Noruega)

- "Shahada" de Burhan Qurbani (Alemanha)

- "Eu când vreau sa fluier, fluier" ("Se quiser assoviar, assovio") de Florin Serban (Romênia-Suécia)

- "Greenberg" de Noah Baumbach (EUA)

- "Howl" ("O uivo") de Rob Epstein y Jeffrey Fiedmann (EUA)

- "Jud Suss - Film ohne Gewissen" de Oskar Roehler (Alemanha/Áustria)

- "Kak ya provel etim letom" ("Como acabei neste verão") de Alexei Popogrebsky (Rússia)

- "Mammuth" de Benoît Delépine e Gustave de Kervern (França)

- "San qiang pai an jing qi" ("Uma mulher, uma pistola e uma loja de massas") de Zhang Yimou (China)

- "Submarino" de Thomas Vinterberg (Dinamarca)

- "The killer inside me" ("O assassino interior") de Michael Winterbottom (EUA/Grã-Bretanha)


Fora de Competição:

- "Otouto" de Yoji Yamada (Japão), filme de encerramento.

- "The kids are all right" de Lisa Cholodenko (EUA/Rússia)

- "Mi name is Khan" de Karan Johar (Índia)

- "Exit through the gift shop" de Banksy (Grã-Bretanha)

- "Please give" de Nicole Holofcener (EUA)

- "Shutter island" de Martin Scorsese (EUA)



Participação dos longas brasileiros:

Mostra Paralela - Panorama

Besouro
Direção: João Daniel Tikhomiroff

Mostra Paralela - Panorama Special

Bróder
Direção: Jefferson De


Fucking Different São Paulo
coprodução Brasil / Alemanha
10 Curtas
Direção: Rodrigo Diaz Diaz, participante do Talent Campus em 20

Mostra paralela – Panorama Dokumente

“Lixo extraordinário”
Direção: Lucy Walker, João Jardim, Karen Harley

Generation14Plus

Os Famosos e os Duendes da Morte
Direção: Esmir Filho


Forum

O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerrerio / Antonio das Mortes
Première mundial da cópia restaurada pela Cinemateca alemã
Direção: Glauber Rocha



Berlinale Shorts

Avós
Direção: Michael Wahrmann





terça-feira, 17 de novembro de 2009

Festival de Brasília - Estreia polêmica


Tópico apenas para registrar que a abertura do Festival de Cinema de Brasília aconteceu hoje com a exibição (fora de competição) de "Lula, O Filho do Brasil", filme que já nasce polêmico pela própria natureza (mas é bom logo ressaltar que dos seus R$ 12 milhões de custo, não há dinheiro público). Panfletário ou não, a verdade é que a vida do nosso atual presidente realmente dá um filme. Ou romance, novela, peça teatral ou seja lá o que for. Na estreia, boa parte dos convidados era de políticos, mas houve superlotação, com gente sentada no chão, ao longo das escadas. Mas o presidente não apareceu. O filme estreia no circuito comercial em 01 de janeiro.



sábado, 7 de novembro de 2009

Bravo, Anselmo! (Anselmo Duarte - 1920 - 2009)


E nesta madrugada faleceu, aos 89 anos, Anselmo Duarte, o galã que se tornou diretor e foi o responsável por uma das grandes obras do cinema brasileiro: a adaptação para o cinema de "O Pagador de Promessas", peça de Dias Gomes que teambém se tornaria, nos anos 80, minissérie global. É bom lembrar que este é o único filme nacional a receber a Palma de Ouro no Festival de Cannes, em um ano em que concorria com obras de ninguém menos que Michelangelo Antonioni e Luis Buñuel! C0mo disse Federico Fellini, logo após a exibição de "O Pagador de Promessas" no Palais du Festival, "bravo, Anselmo! Bravo!". Abaixo você pode conferir uma entrevista de Anselmo Duarte para o programa de Jô Soares.




quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Festival do Rio 2009


Começa amanhã, 24/09, o 11º Festival de Cinema do Rio, a maior profusão de filmes de uma vez só exibida anualmente no país. O longa que abrirá o evento este ano será "Aconteceu Em Woodstock", o mais novo trabalho de Ang Lee. Entre os maiores destaques, há ainda "Bastardos Inglórios", novo de Tarantino (o qual inclusive já confirmou presença no evento); "O Desinformante", de Steven Soderbergh, com Matt Damon no papel principal (recentemente exibido em Veneza); "Doce Perfume", o mais novo longa do lendário Andrzej Wajda, além de "Abraços Partidos", de Pedro Almodóvar. Ao todo, serão mais de 3oo filmes, de 60 países, exibidos em 40 locais diferentes da Cidade Maravilhosa. A programação completa pode ser conferida no site do Festival. A lista dos filmes que serão exibidos segue abaixo (é muita coisa mesmo...).



Panorama do Cinema Mundial

London River, de Rachid Bouchareb (França)
Corações em Conflito (Mammoth), de Lukas Moodysson (Suécia)
Ricky, de François Ozon (França)
Doce Perfume (Tatarak), de Andrzej Wajda (Polônia)
It Might Get Loud, de Davis Guggenheim (Estados Unidos)
Singularidades de Uma Rapariga Loura, de Manoel de Oliveira (Portugal)
Barba Azul (Barbe Bleue), de Catherine Breillat (França)
A Doutrina de Choque (The Shock Doctrine), de Michael Winterbottom, Mat Whitecross (Reino Unido)
The White Ribbon, de Michael Haneke (Alemanha)
A Casa Nucingen (La Maison Nucingen), de Raoul Ruiz (França)
35 Doses de Rum (35 Rhums), de Claire Denis (França)
O Maravilhoso Mundo Da Lavanderia (Die Wundersame Welt der Waschkraft), de Hans-Christian Schmid (Alemanha)
Mother (Madeo), de Bong Joon-ho (Coréia do Sul)
Amália, de Carlos Coelho da Silva (Portugal)
As praias de Agnes (Les Plages d'Agnès), de Agnès Varda (França)
Maradona (Maradona by Kusturica), de Emir Kusturica (Espanha)
Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds), de Quentin Tarantino (EUA)
Abraços Partidos (Los Abrazos Rotos), de Pedro Almodóvar (Espanha)
Distante Nós Vamos (Away We Go), de Sam Mendes (EUA)
Coco Antes de Chanel (Coco Avant Chanel), de Anne Fontaine (França)
(500) Dias com ela ((500) Days of Summer), de Marc Webb (EUA)
Fais-moi Plaisir, de Emmanuel Mouret (França)
Les Herbes Folles, de Alain Resnais (França)
Aconteceu em Woodstock (Taking Woodstock), de Ang Lee (EUA)
Brilho de Uma Paixão (Bright Star), de Jane Campion (Reino Unido)
A Batalha dos 3 Reinos (Chi Bi), de John Woo (China)
O Desinformante! (The informant!), de Steven Soderbergh (EUA)
Nova York, Eu Te Amo (New York, I Love You), de Mira Nair, Fatih Akin, Yvan Attal, Allen Hughes, Shekhar Kapur, Shunji Iwai, Joshua Marston, Natalie Portman, Brett Ratner, Wen Jiang, Randall Balsmeyer (França)
Viagem aos Pireneus (Le Voyage aux Pyrénées), de Jean-Marie, Arnaud Larrieu (França)
Julie & Julia, de Nora Ephron (Estados Unidos)
Parada, de Marco Pontecorvo (Itália)
Che 2 - A Guerrilha (Che: Part Two), de Steven Soderbergh (Espanha)
Eterno feitiço (Forever Enthralled), de Chen Kaige (China)
The messenger, de Oren Moverman (EUA)
Pequeno soldado (Lille soldat), de Annette K. Olesen (Dinamarca)
Storm (Sturm), de Hans-Christian Schmid (Dinamarca/Alemanha)
John Rabe, de Florian Gallenberger (Alemanha/França)
An education (Na education), de Lone Scherfig (Reino Unido)
O dia da saia (Le journee de la Jupe), de Jean-Paul Lilienfeld (França/Bélgica)
Marching band, de Claude Miller (França)
Coco Channel & Igor Stravinsky, de Jan Kounen (França)
Ainda a caminhar (Aruitemo, aruitemo), de Hirokazu Kore-eda (Japão)
Doze jurados e uma sentença (12 razgnevannyh muzhchin), de Nikita Mikhalkov (Rússia)
24 city (Er shi si cheng ji), de Jia Zang-Ke (China)
Khamsa, de Karim Dridi (França)
Jericó (Jerichow), de Christian Petzold (Alemanha)
Five minutes of heaven, de Oliver Hirschbiegel (Reino Unido)
Erótica aventura (À l'aventure), de Jean-Claude Brisseau (França)
Tiro a cabeça (Tiro en la cabeza), de Jaime Rosales (Espanha/França)
Uma barragem contra o Pacífico (Un barrage contre lê pacifique), de Rithy Pahn (França)
Mamãe foi ao salão (Maman est chez le coiffeur), de Lea Pool (Canadá)
Lulu & Jimi, de Oskar Roehler (Alemanha)
Vegas: baseado em fatos reais (Vegas: based on a true story), de Amir Naderi (EUA)
The time that remains, Elia Suleiman (Palestina/França)
Politist, Adjectiv, de Corneliu Porumboiu (Romênia)
Whisky com vodka (Whisky mit vodka), de Andreas Dresen (Alemanha)
Aquário (Fish Tank), de Andrea Arnold (Reino Unido)
Vincere, de Marco Bellocchio (Itália/França)
Como desenhar um círculo perfeito, de Marco Martins (Portugal)
Distrito 9 (District 9), de Neill Blomkamp (África do Sul)
Sexo quiabo e manteiga com sal (Sexe gombo & beurre salé), de Mahamat Saleh Haroun (França)
Tokyo!, de Bong Joon-ho, Michel Gondry e Leos Carax (França/Japão/Alemanha/Coréia do Sul)
Hachiko: a dog's story, de Lasse Hallstrom (EUA)
Bad Lieutenant: Port of Call New Orleans, de Werner Herzog (EUA)
The burning plain, de Guillermo Arriaga (México/EUA)
Mia et le migou, de Jacques-Rémy Girerd (França/Itália)
Amor extremo (The edge of love), de John Maybury (Reino Unido)
Adam, de Max Mayer (EUA)
Embarque imediato, de Allan Fitterman (Brasil)
Partir, de Catherine Corsini (França)
3 mulheres (Seh zan), de Manijeh Hekmat (Irã)
City island, de Raymond De Felitta (EUA)
O corredor noturno (El corridor nocturno), de Gerardo Herrero (Espanha/Argentina)
Os vigaristas (The brothers Bloom), de Rian Johnson (EUA)
Flordelis - Basta uma palavra para mudar, de Marco Antonio Ferraz & Anderson Correa (Brasil)
White material, de Claire Denis (França)
Vida vertiginosa, de Luis Carlos Lacerda (Brasil)
A física da água (La fisica dell'ácqua), de Felice Farina (Itália)

Expectativa 2009

Só quero caminhar (Sólo Quiero Caminar), de Augustín Díaz Yanes (México)
A Procura da Paz (Pokoj v dusi), de Vladimir Balko (Eslováquia)
About Elly (Darbareye Elly), de Asghar Farhadi (Irã)
Altiplano, de Peter Brosens e Jessica Woodworth (Bélgica/Alemanha)
DongBei, DongBei - Uma Chinesa Do Norte (Dongbei), de Zou Peng (China)
Tandoori Love - Um Romance À Indiana (Tandoori Love), de Oliver Paulus (Suíça)
Seraphine, de Martin Provost (França)
Sem Você Não Sou Ninguém (Bergfest), de Florian Eichinger (Alemanha)
Amreeka, de Cherien Dabis (EUA/Kuwait)
A Terceira Parte Do Mundo (La Troisième Partie Du Monde), de Eric Forestier (França)
Porco Cego Quer Voar (Babi Buta Yang Ingin Terbang), de Edwin (Indonésia)
Águas Turvas (De Usynlige), de Erik Poppe (Noruega)
O Poder do Soul (Soul Power), de Jeffrey Levy-Hinte (Estados Unidos)
Piquenique (Pescuit Sportiv), de Adrian Sitaru (Romênia)
Shirley Adams, de Oliver Hermanus (África do Sul/EUA)
Tráfico de Almas (Cold Souls), de Sophie Barthes (EUA)
Trio de Damas & Hábitos Nupciais (Tris di Donne & Abiti Nuziali), de Vincenzo Terracciano (Itália)
Tulpan, de Sergey Dvortsevoy (Casaquistão)
Yang Yang, de Cheng Yu-Chieh (China)
Um Outro Homem (Un Autre Homme), de Lionel Baier (Suíça)
O Homem que Comeu as Cerejas (Mardi ke gilass hayash ra khord), de Payman Haghani (Irã)
Polytechnique, de Denis Villenueve (Canadá)
Jalainur (Zha Lai Nuo Er), de Zhao Ye (China)
Zion e Seu Irmão (Zion and his Brother), de Eran Merav (Israel/França)
Quelque chose a te dire, de Cécile Telerman (França)
Queridinho da Mamãe (Momma's Man), de Azazel Jacobs (EUA)
Katalin Varga, de Peter Strickland (Romênia/Reino Unido)
Machan, de Uberto Passolini (Itália/Sri Lanka)
O Amor Escondido (L'Amour Caché), de Alessandro Capone (Itália/Bélgica)
A Pequenina (La Pivellina), de Tizza Covi, Rainer Frimmel (Áustria)
Retorno a Hansala, de Chus Gutierrez (Espanha)
Nada Pessoal (Rien de Personnel), de Mathias Gokalp (França)
Uma Vida Nova Em Folha (Une Vie Toute Neuve), de Ounie Lecomte (França)
Eu Matei A Minha Mãe (J'ai tué ma mère), de Xavier Dolan (Canadá)
Jaffa, de Keren Yedaya (França)
O Dia Da Transa (Humpday), de Lynn Shelton (EUA)
Ramata, de Léandre-Alain Baker (Senegal)
O Pai Dos Meus Filhos (Le père de mes enfants), de Mia Hansen-Love (Alemanha)
Coco, de Gad Elmaleh (França)
A Siciliana Rebelde (La Siciliana Ribelle), de Marco Amenta (Itália)
27 Cenas sobre Jorgen Leth, de Amir Labaki (Brasil)

O Brasil do Outro

Rio Breaks, de Justin Mitchell (EUA)
Sergio, Um Brasileiro no Mundo, de Greg Barker (EUA)
Só Quando Eu Danço (Only When I Dance), de Beadie Finzi (Reino Unido)
O Areal, de Sebastian Sepulveda (Chile)
Dançando com o diabo (Dancing with the Devil), de Jon Blair (Reino Unido)
I Am Happy, de Soraya Umewaka (Japão)
Parajuru (Une semaine a Parajuru), de José Huerta (Brasil)
Os Gracies e o Nascimento do Vale Tudo (The Gracies and the Birth of Vale Tudo), de Victor Cesar Bota (Brasil)
Trópico da Saudade, Claude Lévi-Strauss e a Amazônia (Claude Lévi-Strauss, auprès de l'Amazonie), de Marcelo Fortaleza Flores (França)

Premiére Latina

A Próxima Estação (La próxima estación), de Fernando E. Solanas (Argentina)
O Segredo Dos Seus Olhos (El Secreto De Sus Ojos), de Juan José Campanella (Argentina)
Cinco dias sem Nora (Cinco Días sin Nora), de Mariana Chenillo (México)
Deuses (Dioses), de Josue Mendez (Peru)
A Criada (La Nana), de Sebastian Silva (Chile)
Histórias Extraordinárias (Historias extraordinarias), de Mariano Llinás (Argentina)
Arranca-me a Vida (Arráncame la vida), de Roberto Sneider (México)
Um Namorado para Minha Esposa (Un Novio Para Mi Mujer), de Juan Taratuto (Argentina)
As Viagens Do Vento (Los Viajes del Viento), de Ciro Guerra (Colômbia)
Navidad, de Sebastian Lelio (Chile)
Chuva (Lluvia), de Paula Hérnandez (Argentina)
Luisa, de Gonzalo Calzada (Argentina)
A Beleza Da Luta (Lo Bello de la Pelea), de John Urbano (EUA)
O presente de Pachamama (El Regalo de la Pachamama), de Toshifumi Matsushita (Japão)
Boogie (Boogie, El Aceitoso), de Gustavo Cova (Argentina) (animação)
Lake Tahoe, de Fernando Eimbcke (México)
O menino peixe (El niño pez), de Lucía Puenzo (Argentina/Espanha)
A sereia e o mergulhador (La sirena y el buzo), Mercedez Mocanda Rodríguez (México/Espanha)
Cornucópia (El Cuerno de la abundancia), de Juan Carlos Tabío (Espanha/Cuba)
Turistas, de Alicia Scherson (Chile)
Purgatório (Purgatorio), de Roberto Rochin (México)
O último verão de La Boyita (El último verano de la Boyita), de Julia Solomonoff (Argentina/Espanha)
Para quem você ligaria? (A quien Llamarias?), de Martin Viaggio (Argentina)

Isabelle Huppert

A Comédia do Poder (L'ivresse du pouvoir), de Claude Chabrol (França)
8 Mulheres (8 Femmes), de François Ozon (França)
Um amor tão fácil (La Dentellière), de Claude Goretta (França)
Mulheres diabólicas (La Cérémonie), de Claude Chabrol (França)
A Separação (La Séparation), de Christian Vincent (França)
Entre nós (Coup de foudre), de Diane Kurys (França)
A Lei De Quem Tem Poder (Coup de Torchon), de Bertrand Tavernier (França)

Jeanne Moreau - A Grande Dama do Cinema

Jeanne Moreau - Um Retrato Íntimo (Jeanne M. Côté Cour, Côté Coeur), de Josée Dayan, Pierre-André Boutang e Annie Chevallay (França)
Jeanne Moreau, conversas (Jeanne M. Conversations), de Josée Dayan (França)
Mais tarde, você vai entender... (Plus tard, tu comprendras...), de Amos Gitaï (França)
O Tempo Que Resta (Le Temps qui Reste), de François Ozon (França)

Imagens da Turquia

Mommo, de Atalay Tasdiken (Turquia)
O Mercado (Pazar - Bir ticaret masali), de Ben Hopkins (Turquia)
A Caixa de Pandora (Pandora'nin Kutusu), de Yesim Ustaoglu (Turquia)
Leite (Süt), de Semih Kaplano lu (Turquia)
Meu Raio De Sol (Hayat Va), de Reha Erdem (Turquia)
10 para as 11 (11' e 10 Kala), de Pelin Esmer (Turquia)

Mundo Gay

Ander, de Roberto Castón (Espanha)
O Fim do Amor (The End of Love), de Simon Chung (Hong Kong)
An Englishman in New York, de Richard Laxton (Reino Unido)
Árvores com Figos (Fig Trees), de John Greyson (Canadá)
Fantasma (Ghosted), de Monika Treut (Alemanha)
Os Tempos de Harvey Milk (The Times of Harvey Milk), de Rob Epstein (EUA)
Sinos Silenciosos (Wu Sheng Feng Ling), de Kit Hung (Suíça)
Morrer Como Um Homem, de João Pedro Rodrigues (Portugal)
Fúria (Outrage), de Kirby Dick (Estados Unidos)
Boy, de Auraeus Solito (Filipinas)
Homens, de Lucia Caus e Bertrand Lira (Brasil)
Depois de Tudo, de Rafael Saar (Brasil)

Midnight Movies

Human Zoo, de Rie Rasmussen (França)
Os Yes Men Consertam o Mundo (The Yes Men Fix the World), de Andy Bichlbaum, Mike Bonanno, Kurt Engfehr (EUA)
Sede de Sangue (Bak-Jwi), de Park Chan-wook (Coréia do Sul)
Vogue - A Edição De Setembro (The September Issue), de R.J. Cutler (EUA)
Big River Man, de John Maringouin (EUA)
Idoru, de João de Mendonça (Brasil/China)
Black Dynamite, de Scott Sanders (EUA)
Uma Moda Transgressora (Ein Traum In Erdbeerfolie), de Marco Wilms (Alemanha)
O Clone Volta Para Casa (Kuron Wa Kokyo Wo Mezasu), de Kanji Nakajima (Japão)
Tyson, de James Toback (EUA)
Hair India, de Raffaele Brunetti, Marco Leopardi (Itália)
A Town Called Panic (Panique au Village), de Stéphane Aubier, Vincent Patar (Bélgica)
Amargo (Amer), de Hélène Cattet, Bruno Forzani (Bélgica)
Em Busca do Paraíso (Heaven Wants Out), de Robert Feinberg (EUA)
Além do Jogo (Beyond the Game), de Jos de Putter (Holanda)
O Rei Da Fuga (Le roi de l?evasion), de Alain Guiraudie (França)
American Boy: o retrato de Steven Prince (American Boy: A Profile of Steven Prince), de Martin Scorsese (EUA)
American Prince, de Tommy Pallotta (EUA)
A Gruta, de Filipe Gontijo (Brasil)
When You're Strange, de Tom DiCillo (EUA)
Matadores de Vampiras Lésbicas (Lesbian Vampire Killers), de Phil Claydon (Reino Unido)
The Chaser (Choo Gyeok Ja), de Hong-jin Na (Coréia do Sul)

Dox

211: Anna, de Giovanna Massimetti, Paolo Serbandini (Itália)
Teto de vidro (The Glass House), de Hamid Rahmanian (Irã)
Nollywood Babilônia (Nollywood Babylon), de Ben Addelman, Samir Mallal (Canadá)
Os Sonhos Sobrevivem Ao Poder? (Le Pouvoir détruit-il le rêve?), de Jihan El-Tahri (Egito)
Amor, Sexo e Mobilete (Amour, sexe et mobylette), de Maria Silvia Bazzoli, Christian Lelong (França)
A China Continua Distante (China Is Still Far), de Malek Bensmail (França)
Rip: Um Manifesto Remixado (Rip: A remix manifesto), de Brett Gaylor (Canadá)
American Casino, de Leslie Cockburn (EUA)
Teatro de Guerra (Theater of War), de John Walter (EUA)
O Cerco Neoliberal (L'Encerclement - La démocratie dans les rets du néolibéralisme), de Richard Brouillette (Canadá)
Limites e Fronteiras

Por um instante, a liberdade (Pour un instant, la liberte), de Arash T. Riahi (França)
Rachel, de Simone Bitton (França)
A Madrugada do Mundo (L'aube du monde), de Abbas Fahdel (França)
Teza, de Haile Gerima (Etiópia)
A Batalha para o Tribunal (The Reckoning), de Pamela Yates (EUA)
Fixer: O Sequestro De Ajmal Naqshbandi (Fixer: The Taking of Ajmal Naqshbandi), de Ian Olds (EUA)
Lentes abertas: Iraque (Our emotions take the pictures: Open Shutters Iraq), de Maysoon Pachachi (Reino Unido)
O Menino e o Cavalo (The Horse Boy), de Michel Orion Scott (EUA)
Sussurros ao Vento (Sirta la gal ba), de Shahram Alidi (Iraque)
O Fogo Sob a Neve (Fire Under the Snow), de Makoto Sasa (EUA)
Estado de Emergência (Living in Emergency), de Mark N. Hopkins (EUA)
Playground (Playground / Playground), de Libby Spears (EUA)
Meio Ambiente

Pelo amor à água (Flow: For Love of Water), de Irena Salina (EUA)
Nossos filhos nos acusarão (Nos enfants nous accuseront), de Jean Paul Jaud (França)
Petróleo bruto (Crude), de Joe Berlinger (EUA)
Vamos Ganhar Dinheiro (Let's Make Money), de Erwin Wagenhofer (Áustria)
No Impact Man, de Laura Gabbert, Justin Schein (EUA)
Plastic Planet, de Werner Boote (Áustria)
Katanga Business, de Thierry Michel (França)
Roleta da fortuna (Good Fortune), de Landon Van Soest (EUA)

Mostra Geração

Quem tem medo do lobo? (Kdopak by se vlka Bál), de Maria Procházková (República Tcheca)
Eu Sei Que Você Sabe (I Know You Know), de Justin Kerrigan (Reino Unido)
O Lar Das Borboletas Escuras (Tummien Perhosten Koti), de Dome Karukoski (Finlândia)
Cadê meu irmão? (Mein Bruder ist ein Hund), de Peter Timm (Alemanha)
Somos Todos Diferentes (Taare Zameen Par), de Aamir Khan (Índia)
Valo, de Kaija Juurikkala (Finlândia)
As aventuras de Gui & Estopa, de Mariana Caltabiano (Brasil)

50 anos com Asterix

Asterix & Obelix: Operação Cleópatra (Astérix & Obélix: Mission Cléopâtre), de Alain Chabat (França)
Asterix & Obelix contra César (Astérix et Obélix contre César), de Claude Zidi (França)
Asterix nos Jogos Olímpicos (Astérix aux Jeux Olympiques), de Frédéric Forestier e Thomas Langmann (França)

Homenagem a ARTE

A Agenda (L'Emploi du temps), de Laurent Cantet (França)
A Criança (L'Enfant), de Jean-Pierre Dardenne e Luc Dardenne (Bélgica)
A Noiva Síria (La Fiancée syrienne), de Eran Riklis (Israel)
ABC Colômbia (ABC Colombia), de Enrica Colussu (Itália/França)
As Luzes de um Verão (Mua he chieu thang dung), de Anh Hung Tran (Vietnã)
Bem-vindo à Europa (Welcome Europa), de Bruno Ulmer (França)
Bom trabalho (Beau travail), de Claire Denis (França)
Carmel, de Amos Gitai (Israel)
Claude Lévi-Strauss por ele mesmo (Claude Lévi-Strauss par lui-même), de Pierre-André Boutang e Annie Chevallay (França)
Cuba, uma odisséia africana (Cuba, une odyssée africaine), de Jihan El Tahri (França)
Dançando no Escuro (Dancer in the Dark), de Lars von Trier (Dinamarca)
De volta à Normandia (Retour en Normandie), de Nicolas Philibert (França)
Elogio ao amor (Éloge de l'amour), de Jean-Luc Godard (França)
O Mundo segundo a Monsanto (Le Monde selon Monsanto), de Marie Monique Robinf (França/Canadá)
Salamandra, de Pablo Aguero (Argentina)
Venho de um avião que caiu nas Montanhas (Stranded: I've Come from a Plane That Crashed on the Mountains), de Gonzalo Arijon (França)

SELEÇÃO BRASILEIRA

Longas de Ficção - competição

Bellini e o Demônio, de Marcelo Galvão
Cabeça a Prêmio, de Marco Ricca
O Sol do Meio Dia, de Eliane Caffé
Histórias de Amor Duram Apenas 90 Minutos, de Paulo Halm
Hotel Atlântico, de Suzana Amaral
Natimorto, de Paulo Machline
O Amor Segundo B. Schianberg, de Beto Brant
Os Famosos e os Duendes da Morte, de Esmir Filho
Os Inquilinos, de Sérgio Bianchi
Sonhos Roubados, de Sandra Werneck
Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te Amo, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes

Longas Documentários - competição

Belair, de Noa Bressane e Bruno Safadi
Dzi Croquettes, de Tatiana Issa e Raphael Alvarez
Penas Alternativas, de Lucas Margutti e Joao Valle
Reidy, A Construção da Utopia, de Ana Maria Magalhães
Sequestro, de Wolney Atalla
Tamboro, de Sergio Bernardes
Luto como Mãe, de Luiz Carlos Nascimento

Curtas - competição

25, de Vera Egito
A Ilha, de Ale Camargo
A Montanha Mágica, de Petrus Cariry
A Pensão dos Caranguejos, de Marcel Presotto
Ana Beatriz, de Clarissa Cardoso
Bom Dia, meu Nome é Sheila, de Ângelo Defanti
Doce Amargo, de Rafael Primot
Groelândia, de Rafael Figueiredo
O Coração às Vezes Para de Bater, de Maria Camargo
O Nome do Gato, de Pedro Ribeiro Coutinho
O Troco, de André Rolim
Olhos de Ressaca, de Petra Costa
Predileção, de Márcio Garcia
Quase todo Dia, de Gandja Monteiro
Sildenafil, de Clovis Mello
Um Dia de Sorte, de Beto Moreira

HORS CONCOURS

Longas de Ficção

Antes que o Mundo Acabe, de Ana Luiza Azevedo
Insolação, de Daniela Thomas e Felipe Hirsch
Olhos Azuis, de José Joffily
Longas Documentários

À Margem do Lixo, de Evaldo Mocarzel
Alô Alô Terezinha, de Nelson Hoineff
Cidadão Boilesen, de Chaim Litewski

Curtas
O Príncipe Encantado, de Sérgio Machado
O teu Sorriso, de Pedro Freire

MOSTRA NOVOS RUMOS - mostra criada especialmente para revelar jovens talentos
A Falta Que Nos Move, de Christiane Jatahy
Fluidos, de Alexandre Carvalho
Intruso, de Paulo Fontenelle
Inversão, de Edu Felistoque
Morgue Story - Sangue, Baiacu e Quadrinhos, de Paulo Biscaia Filho
O Paraíba, de Samir Abujamra
Sem Fio, de Tiaraju Aronovich
Vida de Balconista, de Cavi Borges e Pedro Monteiro

MOSTRA RETRATOS - sobre personalidades que se destacam na história do Brasil

A Raça Síntese de Joãosinho Trinta, de Paulo Machline e Giuliano Cedroni
B1 - Tenório em Pequim, de Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura (sobre o judoca profissional Antonio Tenório, um dos poucos deficientes visuais no mundo a competir tanto em campeonatos paraolímpicos quanto regulares)
Caro Francis, de Nelson Hoineff (sobre o jornalista Paulo Francis)
Cildo, de Gustavo Moura (sobre o artista plástico Cildo Meireles)
Em Quadro, de Luiz Antonio Pilar (sobre os atores Milton Gonçalves, Zezé Mota, Ruth de Souza e Léa Garcia)
Notas Soltas sobre um Homem Só, de Carlos de Moura Ribeiro Mendes (sobre o maestro e compositor Camargo Guarnieri)
O Pequeno Burguês - Filosofia de Vida, de Edu Mansur (sobre Martinho da Vila)

MÚSICA - uma edição especial com quatro filmes sobre a música brasileira

Beyond Ipanema: Ondas Brasileiras na Música Global, de Guto Barra e Béco Dranoff.
Continuação, de Rodrigo Pinto (A intimidade da criação do compositor brasileiro Lenine)
Herbert de Perto, de Roberto Berliner e Pedro Bronz
Rock Brasileiro - História em Imagens, de Bernardo Palmeiro


Ufa! Conseguiu ler tudo? Eu não! ;=)

domingo, 13 de setembro de 2009

Goiamum Audiovisual


Esta semana, a partir do dia 14/09 (segunda-feira), terá início a terceira edição do Goiamum Audiovisual, festival potiguar destinado a estimular a produção local independente além de procurar cativar novos adeptos para a sétima arte. Este ano, algumas pedidas são ótimas como o debate com Beto Brant, um dos mais elogiados diretores da retomada do cinema nacional (ocasião em que também será exibido um dos seus filmes, escolhido pelo público em votação no site do projeto), além da mostra em homenagem aos 70 anos de nascimento do lendário diretor Glauber Rocha, com exibição de "Deus e o Diabo na Terra do Sol", "Terra em Transe", "Barravento" e "O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro". Outra mostra interessante é a "24 Quadrinhos Por Segundo" que, como próprio nome deixa entrever, é destinada a abordar a estreita relação entre cinema e quadrinhos, valendo destaque o documentário sobre o gênio louco das HQs Alan Moore ("The Mindscape Of Alan Moore").

A programação você pode conferir no site do evento. Entretanto, vai aqui uma crítica. Os dados da programação estão muito incompletos. Sequer sabemos exatamente quando cada filme será exibido. Eu, por exemplo, tenho interesse de ver "Terra em Transe", do Glauber, mas como vou descobrir em qual dos quatro dias dedicados à mostra desse diretor ele será exibido? Fica aqui a sugestão de melhora aos responsáveis pela publicidade e organização do evento.

sábado, 12 de setembro de 2009

Veneza 2009 - Vencedores

(Samuel Maoz segura o Leão de Ouro pelo filme "Lebanon")

"Lebanon", filme israelense dirigido por Samuel Maoz, foi o vencedor do Leão de Ouro na 66ª edição do Festival de Veneza. O longa retrata a guerra do Líbano em 1982 a patir da perspectiva de soldados dentro de um tanque. O prêmio ratificou a tendência política desta edição do mais antigo festival de cinema do mundo. “Obrigado pela felicidade que estou sentindo agora. Dedico este prêmio às milhares de pessoas que voltaram da guerra, como eu, sãos e salvos. Milhares de pessoas que aprenderam a viver e até sorrir sentindo dor”, afirmou o diretor israelense. O prêmio especial do júri (que foi presidido esse ano por Ang Lee) foi para o longa alemão "Soul Kitchen", dirigido pelo alemão de origem turca Fatih Akin. Outro destaque foi o urso de prata de direção para a iraniana Shirin Neshat, com o filme "Women Without Men", longa que trata das lutas femininas no país dos Aiatolás desde os anos 50 até os dias atuais, tomando como ponto de partida o golpe de Estado que reconduziu o xá ao poder em 1953, derrubando o primeiro-ministro Mohammad Mossadegh. “Estou quase desmaiando”, disse a diretora. “Obrigada, Marco Müller, por acreditar neste filme quando todas as forças estavam contra nós. Este é um projeto verdadeiramente internacional. A mensagem desse filme é a luta por liberdade e democracia. Ele fala ao mundo e ao meu país como temos lutado por democracia há 100 anos. Faço um apelo ao governo do Irã, para que dê ao povo seus direitos humanos básicos, liberdade e democracia e que faça as pazes com o povo do Irã.”

Abaixo, segue a lista dos vencedores, com destaque ainda para Colin Firth, vencedor do prêmio de melhor ator pelo filme "A Single Man". Confira.

Melhor filme – Leão de Ouro: “Lebanon” (Israel)
Prêmio especial do júri: “Soul Kitchen”, de Fatih Akin
Melhor direção: Shirin Neshat, “Women Without Men”
Melhor ator: Colin Firth, “A Single Man”
Melhor atriz: Ksenia Rappoport, “La Doppia Ora”
Melhor ator ou atriz emergente: Jasmine Trinca, “Il Grande Sogno”
Melhor roteiro: Todd Solondz, por “Life During Wartime”
Melhor contribuição técnica: Sylvie Olivé, por “Mr. Nobody”
Melhor filme de estreia: “Engkwentro”, de Pepe Diokno
Controcampo Italiano: “Negli Occhi”, de Francesco Del Grosso e Daniele Anzelotti
Prêmio da mostra: “Cosmonauta”, de Susanna Nichiarelli
Mostra Horizontes: "Engkwentro", de Pepe Diokno (o Brasil tinha dois longas nessa mostra, mas saiu de mãos abanando)
Prêmio Fipresci (Associação de Críticos Internacionais): "Lourdes", de Jessica Hausner

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Veneza 2009 - George Clooney acuado

Esse Veneza 2009 está um barato. Há muito tempo não havia um festival tão divertido. Depois da presença de Hugo Chávez no tapete vermelho, comparecendo à exibição do documentário de Oliver Stone "South Of The Border" (que é sobre o próprio Chávez, ao que parece um tanto "maquiado" por Stone em sua ânsia de criticar a política externa dos EUA; não sou daqueles que enxergam Chaves como uma espécie de besta do Apocalipse, mas daí a colocá-lo como "herói" já vão outros quinhentos...), ontem a coisa caiu mesmo na palhaçada durante a entrevista coletiva de atores (George Clooney e Ewan McGregor) e diretor (Grant Heslov) do filme "The Men Who Stare The Goats". Tudo começou com uma repórter espanhola dizendo que amava George Clooney e perguntando quando iria se casar.“Fico feliz que você tenha me perguntado isso, porque em 20 anos de carreira nunca me fizeram essa pergunta”, respondeu Clooney. Um outro jornalista apoveitou a deixa e indagou sobre os rumores de que ele seria gay. Pra completar o quadro, terminando a coletiva-circo, um repórter da televisão italiana fez um verdadeiro espetáculo dizendo para o ator “escolhê-lo" enquanto tirava toda a roupa, ficando só de cueca e gravata. “É tão terrível quando alguém tenta uma piada que não tem graça nenhuma, é muito constrangedor. Mas boa tentativa. A gravata está bonita”, tentou brincar o ator que atiça os sonhos da ala feminina do mundo (e, ao que parece, também da ala gay). O repórter-palhaço teve sua credencial apreendida. Pior mesmo é ver um cara feio desses quase pelado. Fosse alguma repórter sinuosa, estaria perdoada a sua indiscrição.


Em tempo: Michael Moore foi ovacionado com seu "Capitalism: A Love Story", em uma sessão completamente lotada. Será que leva O Leão de Ouro dessa vez, assim como levou a Palma de Ouro por "Farenheit 11 de Setembro"? Moore é panfletário, mas quem disse que documentários têm que ser "neutros"? Afinal, o outro lado moeda já vemos todos os dias na TV.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Veneza - Abertura e Decote


Começou hoje a 66ª edição do Festival de Veneza. Mais do que "Baaría", novo longa de Giuseppe Tornatore que abriu o evento (e que teve fraca recepção), o que mais chamou a atenção no dia foi o decote de Maria Grazia Cucinotta, atriz italiana escolhida como madrinha desta edição. De fazer qualquer fotógrafo tropeçar...

Longa metragem que realmente chamou a atenção foi "A Estrada", de John Hillcoat, estrelado por um Viggo Mortensen envelhecido num planeta Terra pós-apocalíptico, onde não sobrou qualquer animal e as pessoas vagam em busca de comida (e isso inclui carne humana). O roteiro é uma adaptção de um romance de Comarc McCarthy (o mesmo de "Onde Os Fracos Não Têm Vez"). O filme, segundo está circulando por aí, é bem forte e exige bastante estômago. A premissa, ao menos, é interessante.