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sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Histórias Marcantes do Cinema

Inauguro com este post uma nova série no "Cinema Com Pimenta", dedicada a contar um pouco da história dessa arte tão apaixonante. A seção tratará tanto de fatos que marcaram época, quanto de personalidades importantes nos desenvolvimento do Cinema. Uma tentativa de acender a curiosidade dos cinéfilos acerca de momentos e nomes já distantes, mas de extrema relevância no desenvolvimento da Sétima Arte. Vamos começar? Só acompanhar o texto abaixo.


Alice Guy-Blaché - A primeira (e esquecida) diretora de cinema


Quando lembramos dos pioneiros da Sétima Arte, logo recordamos os irmãos Lumiére, celebrados como os “inventores” do cinema. Assim mesmo, entre aspas, uma vez que o cinema, na verdade, foi uma invenção coletiva. Outro bastante lembrado costuma ser Georges Méliès, o diretor de “Viagem à Lua” (La Voyage Dans La Lune, 1902), filme que pode ser considerado o primeiro do gênero ficção científica e um dos precursores no uso de efeitos visuais. Principalmente depois de “A Invenção de Hugo Cabret” (Hugo, 2011), longa de Martin Scorsese, Méliès tornou-se um figurinha carimbada do meio cinéfilo, recebendo homenagens e constando em todos os livros que se prestam traçar, mesmo que de forma sintética, a história do cinema. Entretanto, há alguns nomes pioneiros a quem o tempo ainda precisa fazer justiça. Um deles é o de Alice Guy-Blaché. Não sei se por um provável machismo ou simplesmente uma dessas injustiças corriqueiras, mas esta francesa, que desenvolveu um belíssimo trabalho nos primórdios da produção cinematográfica, ainda precisa ter o seu valor reconhecido.

Guy-Blaché foi a responsável por dirigir cerca de 700 curtas-metragens na aurora do cinema. E, talvez mais importante do que ser a primeira mulher diretora, ela foi a realizadora daquele é considerado o primeiro filme com roteiro (1): A Fada dos Repolhos (La Fée Aux Choux, 1896), uma fantasia acerca do nascimento dos bebês. Uma produção de valor inegável para a cinematografia, uma vez que, até então, os filmes se limitavam a exibir imagens documentais de eventos cotidianos, como a chegada de um trem na estação ou ida de trabalhadores a uma fábrica. São apensa 57 segundos de projeção, mas que trouxe algo, até então, inédito. Vale dizer que ela foi também a única mulher até hoje que conduziu o seu próprio estúdio, o Solax.

Nascida na França em 1 de julho de 1873, Alice Guy começou sua carreira como secretária na Gaumont Film Company. Em 1907 se casa com Herbert Blaché (daí o seu sobrenome), o qual, ao ascender ao posto de gerente de produção da Gaumont nos Estados Unidos, imigra com a família para o país. Em 1910, Alice e Herbert, em parceria com George A. Magie, criam o Solax,o maior estúdio pré-Hollywood dos EUA. Enquanto Herbert trabalhava como gerente e produção e cineasta, Alice se tornou a diretora artística. O estúdio foi tão bem sucedido que, em apenas dois anos, investiram cerca de cem mil dólares em novas instalações tecnológicas em Fort Lee, Nova Jersey.


Anos depois, em 1918, Herbert abandona a esposa e vai para Hollywood com uma de suas atrizes. Com o declínio da Costa Leste como lar do cinema em favor do clima mais propicio de Hollywood, a parceria cinematográfica também temina. Voltando à França em 1922, embora nunca mais dirigindo qualquer produção, concede palestras sobre cinema e escreve romances baseados em seus roteiros. Em 1953 o governo francês lhe condecorou com a maior honra para um civil: a Legião da Honra. Nunca mais se casou e em 1964 retornou aos EUA para ficar com uma de suas filhas, vindo a falecer em 1968, aos 94 anos, em uma casa de idosos.

Abaixo, confira a “Fada dos Repolhos”, uma das grandes contribuições dessa mulher excepcional ao cinema.





(1) Segundo Mark Cousins, em "História do Cinema - Dos Clássicos Mudos ao Cinema Moderno". Martins Editora. 1ª ed. 2013.

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Tenho Sede





Tenho Sede
(Dominguinhos/Anastácia)

Traga-me um copo d'água, tenho sede
E essa sede pode me matar
Minha garganta pede um pouco d'água
E os meus olhos pedem teu olhar

A planta pede chuva quando quer brotar
O céu logo escurece quando vai chover
Meu coração só pede teu amor
Se não me deres, posso até morrer


Pausa no cinema para uma singela homenagem a José Domingos de Morais, o Dominguinhos, falecido no último dia 23/07.

Mais uma mestre que se foi. Tenho certeza que agora está tocando ao lado de Gonzagão, fazendo um baita São João no céu!

(E que linda interpretação, essa do Gil!).


domingo, 1 de julho de 2012

Quero Ver Novamente #18


Esta semana, tivemos o aniversário dos 30 anos de “Blade Runner – O Caçador de Androides” (lançado precisamente em 25 de junho de 1982), filme que pode ser considerado o “cult entre os cults”, uma vez que fracassou quando do seu lançamento, mas hoje é adorado como obra-prima por crítica e público. Jamais esquecerei do impacto que tive ao assistir a primeira vez a concepção sombria do futuro idealizada pelo diretor Ridley Scott (atualmente em cartaz nos cinemas com “Prometheus”), mostrando-nos uma Los Angeles escura e castigada por uma chuva ácida onde carros voam e robôs (denominados no filme como “replicantes”) se confundem com seres humanos. Um deles é Roy Batty (interpretado por Rugter Hauer), o qual deseja ardentemente evitar o seu desligamento automático programado para quatro anos por seus fabricantes. É ele o responsável pelo diálogo com Deckard (Harrison Ford), o tal caçador de androides do título, na sequência que você pode ver abaixo, a qual podemos afirmar ser um das mais belas e filosóficas das história do cinema. Roy poupa Deckard porque entende o inigualável valor da vida. Sublime!

Só um alerta: se você ainda não viu Blade Runner, talvez seja melhor ver o filme antes, já que a cena faz parte da conclusão da trama.



sábado, 23 de junho de 2012

Trilha Sonora #23


No último dia 20 de maio, Robin Gibb, um dos integrantes dos Bee Gees, faleceu vítima de câncer. Você conhece alguém que não gosta dos Bee Gees? Existe essa pessoa? Acredito que os Bee Gees estão entre as bandas favoritas de qualquer um (a) - eu incluso! Aqui, mesmo que tardiamente, o "Cinema Com Pimenta" presta sua homenagem a Robin e toda a banda com a sequência abaixo. "Os Embalos de Sábado à Noite" (Saturday Night Fever, 1977), dirigido por John Badham, teve em sua trilha sonora várias canções do grupo australiano, sendo, durante muito tempo, a mais vendida de todos os tempos (perdeu o posto para a trilha de "O Guarda-Costas"). Ah, e quem nunca tentou imitar os passos de Tony Manero (personagem de John Travolta no longa) que atire a primeira pedra. Sobe o som e afasta o sofá!



sexta-feira, 23 de março de 2012

Obrigado, Chico!


Pausa no cinema.

Hoje, 23 de março de 2012, faleceu um dos maiores gênios do humor não só do Brasil, mas do mundo. Francisco Anysio de Paula Filho deixou uma herança humorística praticamente inigualável, com uma enorme quantidade de tipos memoráveis como Pantaleão, Alberto Roberto, Qualhada e vários outros. Entre os meus preferidos estavam Jovem, com seu comportamento sempre  "anti-careta"  e Justo Veríssimo, uma crítica afiada e sempre atual à nossa corrupta classe política. O humor de Chico era assim, sempre muito inteligente. Seguem abaixo dois videos com os personagens destacados. Obrigado, Chico. Descanse na bênção de Deus!






domingo, 12 de fevereiro de 2012

Trilha Sonora Especial


A essa altura, o mundo inteiro já está sabendo da morte da talentosíssima cantora Withney Houston, aos 48 anos, mais uma que se vai cedo demais em virtude das drogas (o ano passado tivemos Amy Winehouse, mais jovem ainda). Em virtude delas, sua carreira entrou em decadência até chegar ao ponto final na noite de ontem. Para qualquer pessoa minimamente interessada em cinema, é inevitável não relacionar sua imagem com a do filme "O Guarda-Costas" (The Bodyguard, 1992), no qual a diva foi protagonista ao lado do astro Kevin Costner. O filme não é grande coisa (em verdade, é fraquinho mesmo, sendo mais uma veículo para a cantora), mas sem dúvida sua trilha-sonora capitaneada pela canção "I Will Always Love You" marcou época (inclusive tornou-se a trilha mais vendida de todos os tempos). Abaixo, segue o video da sequência final do longa, onde é ouvida a poderosa voz da já saudosa diva. Descanse em paz, Withney!


quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

80 anos de François Truffaut

François Truffaut e Alfred Hitchcock, um verdadeiro encontro antológico


Se fosse vivo, François Truffaut, um dos mais amados cineastas de todos os tempos, teria completado, no último dia 06 de fevereiro, 80 anos de vida. Talvez Truffaut seja o símbolo máximo da cinefilia, possivelmente o maior de todos os amantes do cinema, um ex-delinquente de rua que foi literalmente salvo pela arte. Foi pelo seu amor ao cinema que ele passou a frequentar cineclubes (chegando até a praticar furtos para mantê-los) e daí foi parar na lendária revista “Cahiers Du Cinéma”, de onde mais tarde saltaria da condição de crítico brilhante para a de diretor genial. Na referida publicação, ele conheceu outros jovens em ebulição, como um certo Jean-Luc Godard e um tal de Eric Rohmer, o quais, juntos, conceberam uma nova forma de materializar a Sétima Arte que seria chamada de Nouvelle Vague (“Nova Onda”, em francês), baseada no que se convencionou chamar de “Teoria do Autor”. Entretanto, nenhum dos diretores do movimento foi tão querido por público, críticos e cinéfilos quanto Truffaut. Seus filmes, repletos de ternura, batem antes no coração do que na razão e, desta forma, é inevitável se tornar seu fã.

Uma de suas obras mais conhecidas é “Os Incompreendidos” (Le Quatre Cents Coups, 1959), filme que se tornou um símbolo da Nouvelle Vague, obrigatório para qualquer pessoa que queira conhecer o cinema. O melhor cinema, é bom sublinhar. Com forte teor autobiográfico, o longa trata da vida errante do garoto Antoine Doinel, personagem que retornaria à filmografia de Truffaut em outras quatro ocasiões, sempre interpretado pelo mesmo ator, o ícone da Nouvelle Vague Jean-Pierre Léaud. Abaixo, segue a sequência mais lembrada do longa e, por tabela, uma das mais famosas da história da Sétima Arte. A corrida sem rumo de Doinel sinalizava que o cinema estava para desbravar novos caminhos, sem saber ao certo para onde iria, mas com certeza se afastando do antigo e buscando outras maneiras de enxergar a vida e a arte. Era só o início de uma revolução.





Confira também a resenha do "Cinema Com Pimenta" para "Beijos Proibidos" (outro dos longas com Antoine Doinel) clicando aqui.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Kirk Douglas: 95 anos!


É isso aí! Hoje, um dos maiores astros do cinema em todos os tempos, Kirk Douglas, está completando 95 anos de uma vida repleta de grandes sucessos cinematográficos, prolífica (participou de 95 produções ao todo) e também, como todos nós, repleta de desafios, tendo superado um derrame cerebral e até escrito um livro sobre essa sua vivência. O pai de Michael Douglas sempre foi incansável, construindo uma das mais sólidas carreiras já vistas. Protagonizou obras como "Glória Feita de Sangue" (filme que levou Stanley Kubrick a ser reconhecido como um grande diretor), "Spartacus" (quando brigou com o mesmo Kubrick, mas é um filmaço!), "A Montanha dos Sete Abutres" (de Billy Wilder) e "Assim Estava Escrito" (de Vincent Minelli). Ainda precisaria de mais?

Parabéns, vovô Kirk, firme e forte no caminho dos 100 anos!

sábado, 23 de julho de 2011

27 anos...


Pausa no cinema.

Como todos já devem estar sabendo, faleceu hoje a talentosíssima cantora Amy Winehouse, mais uma vítima das drogas. Uma tragédia anunciada, diga-se de passagem. Já havia um bom tempo que ela era uma forte candidata a Janis e a candidatura acabou se confirmando. Ambas perderam a vida aos 27 anos, assim como dois outros ídolos da música: Jim Morrison e Jimi Hendrix. Todos vítimas do mesmo mal, é bom lembrar. Acredito que está na hora de acabar, de uma vez por todas, com a idiota glamurização das drogas. E ainda tem gente por aí que, por pura conveniência (usando um eufemismo) ou para posar de "moderno" , "mente aberta" ou qualquer outra babaquice pseudo-inteligente , defende a legalização destas. Tomara que a morte da cantora sirva ao menos para refletirem sobre esse tipo de sandice.

Descanse em paz, Amy!


segunda-feira, 11 de abril de 2011

Sidney Lumet : 1924- 2011


No último sábado, 09 de abril, perdemos Sidney Lumet, um diretor excepcional e que foi injustiçado na mesma proporção. Mesmo com dois dias de atraso, o Cinema Com Pimenta presta aqui sua h0menagem a este grande cineasta. Sempre que lembro de Lumet, dois filmes logo me vêm à mente. No video logo abaixo, você confere a recomendação do crítico Marcelo Janot para o longa "12 Homens e Uma Sentença", o primeiro de Lumet, iniciando sua carreira com uma autêntica obra-prima.




E a seguir, veja o trailer de "Um Dia de Cão" (cuja resenha você pode conferir aqui), uma obra febril e impactante que se tornou uma das referências da "Nova Hollywood". Por sinal, Al Pacino em estado de graça!




Ao saber da morte de Lumet, disse Woody Allen: "conhecendo Sidney, ele terá mais energia morto do que a maioria dos vivos." Que Deus o receba em paz e que lhe faça a devida justiça, Sidney Lumet!

terça-feira, 29 de março de 2011

Valeu, Zé!


Pausa no cinema.

Esta imagem logo acima simboliza como poucas quem foi José Alencar Gomes da Silva. Mesmo diante de um inimigo que lhe fez passar por 17 cirurgias, ele encontrou forças para continuar na luta pelo que acreditava. Obrigado, Zé! Você foi um herói! Que Deus o receba com Sua paz!

quarta-feira, 23 de março de 2011

Elizabeth Taylor: 1932 - 2011


Acredito que não seria sequer necessário mencionar o nome da possuidora dos impressionantes olhos acima fotografada. Afinal, não é preciso ser cinéfilo para saber que Elizabeth Taylor foi uma das maiores estrelas do cinema em todos os tempos. A esta altura, todos já estão sabendo do seu falecimento e seria redundante escrever aqui sobre sua carreira, seus vários problemas de saúde, além de sua turbulenta vida amorosa, onde colecionou 8 casamentos, sendo que dois deles com o mesmo marido, Richard Burton. Curioso que, há poucos dias, durante o carnaval, vi "A Megera Domada", adaptação da obra de Shakespeare para o cinema sob a direção de Franco Zefirelli. No filme, bastante divertido, temos o referido casal contracenando em cenas impagáveis, como você pode conferir na sequência abaixo.




Entretanto, sempre que lembro de Liz Taylor não me deixa de vir à mente o soberbo "Um Lugar Ao Sol", uma obra-prima dirigida por George Stevens na qual ela contracena com Montgomery Clift. Um filme belíssimo que possivelmente figura no meu top 10 de melhores de todos os tempos. Então com apenas 17 anos, ela já demonstrava que se transformaria em uma estrela como poucas. Veja a cena a seguir (com legendas).





Por fim, apesar do filme não ser lá essas coisas, não se pode pensar na atriz sem lembrar de sua atuação em "Cleópatra" (trailer abaixo), fechando essa singela homenagem do "Cinema Com Pimenta" à diva dos inesquecíveis olhos cor de violeta.




sábado, 18 de dezembro de 2010

Blake Edwards: 1922-2010


Na última quarta-feira dia 15, como amplamente divulgado na mídia, faleceu, aos 88 anos, Blake Edwards, um dos diretores que mais fizeram o público rir na história do cinema, apesar de sua depressão crônica. Dentre tantos filmes divertidos que dirigiu, considero um especialmente hilário. É "Um Convidado Bem Trapalhão" (The Party), mais uma de suas parcerias com o também genial (e louco) Peter Sellers. Segue abaixo a sequência inicial do longa, a qual já dá um aperitivo. A verdade é que ao longo da projeção poucas vezes paramos de rir. Se não viu, veja urgentemente!


sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Quero Ver Novamente #8

A morte de Dino De Laurentiis se tornou fato noticiado até no Jornal Nacional desta última quinta-feira, 11/11/2010. À parte seu envolvimento com a máfia italiana, Laurentiis produziu grandes obras-primas da 7ª arte e também algumas bombas... Mas vamos lembrar dele por filmes como "A Estrada da Vida", dirigido pelo gênio Federico Fellini. Uma obra pungente com interpretações soberbas de Anthony Quinn e Giulietta Masina (esposa de Fellini). Confira abaixo algumas cenas com a bela trilha do mestre Nino Rota!


quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Quero Ver Novamente #7

Acredito que todos que frequentam espaços como o "Cinema Com Pimenta" tomaram conhecimento da morte de Tony Curtis no último dia 30 de setembro. Pois bem, para corrigir a falha de ter deixado passar em branco o registro do fato aqui no blog, segue abaixo o trailer de "Quanto Mais Quente Melhor", sem dúvida um dos filmes mais engraçados de todos os tempos! Um verdadeira obra-prima do mestre Billy Wilder! Em raras oportunidades ri tanto ao ver um filme! Confira!


quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Gloria Stuart: 1910 - 2010


No último dia 26, domingo, tivemos a notícia do falecimento de Gloria Stuart, atriz norte-americana de cinema, teatro e televisão, que encarnou a personagem de Rose DeWitt Bukater na velhice, em "Titanic" (todo mundo sabe que Kate Winslet a interpretou na juventude).

A carreira de Gloria começou na década de 30, mas foi somente aos 87 anos, com o seu desempenho no filme de James Cameron, que conseguiria uma nomeação para o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante (sendo então a atriz mais velha a ser indicada). Foi distinguida, ainda, com o Globo de Ouro e recebeu o prêmio do Sindicato dos Atores, que dividiu com Kim Bassinger.

Depois de "Titanic", onde desempenhou o papel da sua vida, como confessou, foi chamada para atuar em "The Love Letter"(1999), "The Million Dollar Hotel" (2000) e "Terra da Abundância" (2004).

Gloria Stuart começou a carreira no teatro, atuando em Pasadena, Califórnia. Estreou no cinema com "Street of Women", em 1932. Foi, ainda, co-fundadora do Sindicato dos Atores dos EUA. Morreu dia 26, de câncer no pulmão, na sua casa em Los Angeles.

Abaixo, uma entrevista com Gloria e Kate Winslet. Confira!



domingo, 12 de setembro de 2010

Claude Chabrol: 1930-2010


Faleceu o cineasta Claude Chabrol, companheiro de Truffaut e Godard na Nouvelle Vague. Abaixo, reproduzo a notícia publicada no G1. Fará grande falta!



"O cineasta francês Claude Chabrol morreu neste domingo (12) aos 80 anos, segundo a Prefeitura de Paris.

Chabrol é considerado um dos autores principais da cinematografia francesa e da Nouvelle Vague. Foi diretor, produtor, ator e crítico do "Cahiers du cinéma".

Chabrol ficou famoso por filmes bem humorados e sutis, em que criticava a burguesia de seu país.

Filho de uma família de farmacêuticos, nasceu em 24 de junho de 1930 Paris, mas passou a adolescência em Creuse, no centro da França, durante a Segunda Guerra Mundial.
O cineasta francês Claude Chabrol em 15 de março de 2004 no set.O cineasta francês Claude Chabrol em 15 de março de 2004 no set. (Foto: AFP)

Voltou à capital para estudar Letras e Farmácia.

Formado em Letras, participou do começo da Nouvelle Vague, movimento de renovação do cinema francês.

Sua primeira atuação foi como crítico na legendária publicação "Cahiers du cinéma", ao lado de François Truffaut e Jacques Rivette -que, a exemplo dele, também se tornariam importantes diretores.

Chabrol começou a se firmar com "Le Beau Serge" (O belo Sergio, de 1957), que recebeu o prêmio Jean Vigo e o prêmio principal do Festival de Locarno em 1958.

No ano seguinte, seu "Les Cousins" (Os primos) ganhou o Urso de Ouro no Festival de Berlim.

Chabrol se separou de sua primeira mulher para casar com a atriz Stéphane Audran, que atuou em filmes seus como "La femme infidèle" (A mulher infiel), "Le Boucher" (O açougueiro, de 1970) e "Juste avant la nuit" (Ao anoitecer, de 1970).

Também é creditado a ele o mérito de ter revelado a atriz Isabelle Huppert, em "Violete Nozière", de 1978. Ela voltaria a atuar em filmes seus como "Una affaire de femmes" (Um assunto de mulheres, de 1988), "La Céremonie" (Mulheres diabólicas, de 1995) e "Merci pour le chocolat" (A teia de chocolate, de 2000).

Em 2009 dirigiu "Bellamy" e suas últimas obras foram dois capítulos de "Au siècle de Maupassant: Contes et nouvelles du XIXème siècle".

Também conseguiu sucesso de bilheteria com filmes mais leves, como "Inspecteur Lavardin", de 1986, e "Poulet au vinaigre" (Frango ao vinagrete, de 1985), que contam histórias policiais estreladas pelo ator Jean Poiret.

Sua obra inclui mais de 80 filmes, entre cinema e televisão. Ele foi premiado em 2005 com o Prêmio René Clair, da Academia Francesa, e em 2010 com o Grande Prêmio para autores dramáticos.

Também recebeu, em 2009, o prêmio pelo conjunto da obra no Festival de Berlim.

Chabrol havia se casado pela terceira vez em 1983 com Aurore Pajot. Ele deixa quatro filhos."

Clique no link abaixo para ir ao blog de Rubens Ewald Filho, que publicou texto bem interessante sobre Chabrol.

http://noticias.r7.com/blogs/rubens-ewald-filho/

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Suso Cechi D'Amico: 1914 - 2010


Só agora fiquei sabendo da notícia de que a roteirista italiana Suso Cechi D'Amico (também conhecida como Giovanna Chechi), colaboradora favorita do gênio Luchino Visconti e uma das mentes basilares do neo-realismo, faleceu neste último sábado, 31 de julho, em Roma, aos 96 anos.

Nascida na capital italiana em 21 de julho de 1914 e filha do escritor Emilio Cecchi, colaborou ao longo de sua carreira em mais de cem filmes com os cineastas mais importantes do cinema da italiano (e, por consequência, do cinema mundial), como Roberto Rosselini, Vittorio de Sica e Federico Fellini.

Seu currículo é nada menos que impressionante, fazendo parte dele, por exemplo, "Roma, Cidade aberta", "Irmão Sol, Irmã Lua" (de Franco Zeffirelli) e "Ladrões de Bicicleta". Mas foi mesmo com Visconti sua maior parceria, participando de quase toda a obra do famoso diretor, como em "Rocco e Seus Irmãos " e "O Leopardo"!!! Preciso dizer mais alguma coisa?

terça-feira, 29 de junho de 2010

Lembrando Katharine Hepburn

Hoje, 29 de junho, se completam 7 anos do falecimento de uma das maiores estrelas da história do cinema: Katharine Hepburn. Recordista de oscars, vencendo 4 ao todo, Hepburn foi eleita pela pela revista Entertainment Weekly como a "a" grande estrela da 7ª arte, deixando Audrey Hepburn em segundo (elas não eram parentes). Abaixo, em homenagem a esta grande atriz, você pode ver uma sequência de "Adivinhe Quem Vem Para o Jantar" (Guess Who's Coming To Dinner, 1967), divertida e inteligente comédia de costumes, onde dois professores universitários, interpretados por Hepburn e Spencer Tracy (o qual foi seu amante durante muitos anos e com quem fez parceria ao longo de 12 filmes), que se dizem liberais e anti-racistas, se surpreendem com a descoberta do namorado da filha, um rapaz negro (Sidney Poitier, ótimo). A atuação rendeu a Hepburn o segundo dos mecionados quatro prêmios da Academia. Se não viu, procure ver. Vale muito à pena!


sexta-feira, 18 de junho de 2010

"Uma coisa sem nome, essa coisa é o que somos"


Poucos obras literárias me impressionaram tanto quanto "Ensaio Sobre a Cegueira". Um livro de força ímpar, impactante e, ao mesmo tempo, de uma reflexão poderosa sobre a condição humana poucas vezes igualada. E hoje tivemos a notícia que seu genial autor, José Saramago, faleceu na ilha de Lanzarote. Em sua homenagem, segue abaixo um video com a reação de Saramago ao fim da sessão da adaptação da obra, realizada para o cinema pelo diretor Fernando Meirelles. Aliás, Meirelles foi muito feliz ao afirmar que, sem Saramago, "o mundo ficou mais burro e mais cego". Clique aqui para ler a resenha do Cinema Com Pimenta para "Ensaio Sobre a Cegueira" (o filme).